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Polícia

Operação "Carga Oculta" combate esquema de fraude com cargas de grãos

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 1 milhão nas contas de cada investigado e também expediu mandados de prisão preventiva, todos devidamente cumpridos

09 abril 2026 - 10h11Vinícius Santos

A polícia faz, nesta quinta-feira (9), a Operação “Carga Oculta”, que tem como objetivo desmantelar uma estrutura criminosa profissional e habitual voltada para a subtração fraudulenta de cargas agrícolas. A operação tem apoio da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio das delegacias de Costa Rica e Paraíso das Águas, que atuam em conjunto com a Polícia Civil do Estado de Goiás (Delegacia de Mineiros) para o cumprimento de mandados judiciais.

De acordo com as investigações, o grupo utilizava um modus operandi sofisticado, que incluía o uso de documentação fiscal falsa para a obtenção de grãos em fazendas; a adulteração de sinais identificadores, como o uso de placas frias em veículos de carga para burlar a fiscalização; além de uma coordenação logística estruturada para a comercialização ilícita dos produtos e a ocultação de provas. Estima-se que as atividades do grupo tenham causado vultoso prejuízo econômico ao setor agropecuário regional.

Durante a ação conjunta realizada nesta data, todos os mandados de prisão preventiva expedidos pelo Judiciário foram devidamente cumpridos. Em Mato Grosso do Sul, foram efetuadas duas prisões, sendo uma no município de Costa Rica e outra em Paraíso das Águas. Os demais alvos foram localizados e presos em território goiano.

Além das prisões, as equipes policiais cumpriram mandados de busca e apreensão, que resultaram na apreensão de armas de fogo e munições; veículos utilizados na prática criminosa; dispositivos eletrônicos, como celulares e computadores, para extração de dados telemáticos; além de documentos diversos, registros contábeis e outros objetos de interesse para a continuidade das investigações.

Medidas Judiciais Adicionais

A decisão judicial que fundamentou a operação também determinou o sequestro e bloqueio de valores nas contas bancárias dos investigados, até o limite individual de R$ 1 milhão, com o objetivo de assegurar a reparação dos danos causados às vítimas e ao Estado. As investigações prosseguem para identificar possíveis receptadores e outros integrantes do grupo criminoso.

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