A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul esclareceu, nesta terça-feira (28), que a decisão judicial que indeferiu o pedido de prorrogação das prisões temporárias no âmbito da Operação OncoJuris não afasta a existência de indícios de crimes investigados.
O pedido de prorrogação havia sido apresentado pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado, com manifestação favorável do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção.
Em nota, a Polícia Civil destacou que a decisão judicial não invalida as medidas anteriormente deferidas no curso da investigação. O órgão também reforçou que o trabalho investigativo segue de forma regular e sob sigilo.
"Reafirmamos que as investigações prosseguem de forma regular e sigilosa, com o objetivo de elucidar integralmente os fatos, identificar a responsabilidade individual de todos os envolvidos e resguardar o interesse público, especialmente diante da gravidade das condutas investigadas, que envolvem prejuízo ao erário e risco à saúde de pacientes".
Relembre - A operação Onconjuris tinha o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar em fraudes estruturadas na judicialização da saúde.
Naquela operação, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e 21 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. No Estado, as diligências ocorreram em Campo Grande e Ribas do Rio Pardo.
As investigações tiveram início em setembro de 2025 e as apurações indicam a existência de um esquema estruturado, com divisão de tarefas e atuação coordenada, voltado à obtenção indevida de recursos públicos por meio de decisões judiciais que determinavam o fornecimento de medicamentos de alto custo, especialmente oncológicos.
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Diversos documentos foram apreendidos na operação (Divulgação/PCMS)


