“Eu, particularmente, entre responder a um abuso de autoridade algemando um suspeito ou ser vítima de homicídio, eu vou optar em responder por abuso de autoridade”, assim declarou o Delegado Geral da Polícia Civil, Marcelo Vargas Lopes.
A declaração foi feita na manhã desta quarta-feira (10), após o assassinato dos policiais Antônio Marques Roque da Silva, 39 anos, e Jorge Silva dos Santos, 50 anos. Os agentes foram mortos enquanto realizam a condução de um preso e um suspeito para a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF), em Campo Grande.
O autor dos assassinatos foi Ozeias Silveira de Moraes, 45 anos, ele estava sendo transportado como suspeito na viatura descaracterizada e por esse motivo não pode ser algemado, em cumprimento a Lei de Abuso de Autoridade.
Durante uma coletiva de imprensa na manhã de hoje, Marcelo Vargas, lamentou o crime cometido contra os policiais e questionou a Lei de Abuso de Autoridade.
“Ainda tiramos uma lição desse episódio, que é justamente uma analise, uma reflexão sobre a Lei de Abuso de Autoridades, que é questão do emprego ou não de algemas”, comentou o Delegado Geral da Polícia Civil.
Logo depois Marcelo Vargas disse que em caso particular, e depois do ocorrido com os colegas de profissão, ele preferiria responder por descumprir a lei ao ter perder a vida, “esse episódio nos leva a repensar algumas ações, eu particularmente, entre responder a um abuso de autoridade algemando um suspeito ou ser vítima de homicídio, eu vou optar em responder abuso de autoridade, eu não posso emanar um ordem aos policiais civis que assim o ajam, porque a lei determina assim ao contrário, mas eu particularmente agiria desta forma”, finalizou.
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Na foto o Delegado Geral da Polícia Civil, Marcelo Vargas Lopes (Gabriel Neves)


