O delegado João Paulo Sartori, da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras) explicou, nesta segunda-feira (23), como a quadrilha montou o esquema de assalto a Agência Central do Banco na Capital.
De acordo com Sartori, o túnel atinge cerca de 70 metros de comprimento e 6 metros de profundidade, o buraco cavado já estava embaixo do cofre do banco. “Se a ação do Garras tivesse levado mais um ou dois dias, provavelmente eles teriam concluído o furto”, alegou o delegado.
A quadrilha usava bloqueador de sinal eletromagnético, para impedir rastreio pela internet, e também tiravam os rótulos das garrafas de águas e de alimentos para não serem rastreados por códico de barras.
O grupo gastava cerca de R$ 21 mil por mês para sustento, com água, luz, comida e cal para disfarçar digitais. Ao todo, foram seis meses de preparação e arcando com os gastos, principalmente da estrutura do galpão alugado na rua Minas gerais no bairro Monte Castelo.
Segundo o delegado a origem do dinheiro que custeou a ação pode ser de outro furto. “Estamos investigando ainda e pode ser uma hipótese”, afirmou.
Sartori também confirmou o nome dos mortos no confronto com o garras, eles foram identificados como sendo José William Nunes Pereira da Silva, 48 anos, natural de Caxias (MA), e Renato Nascimento de Santana, 42 anos, nascido em Itabaiana (SE).
Mais informações serão passadas durante coletiva na sede do Garras.
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Marca feita pelos bandidos indicando sala do cofre do banco (Sarah Chaves)




