A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, realizou o lançamento do Projeto do Complexo Hospitalar Municipal, que será construído na Capital. A senadora Tereza Cristina, esteve presente na assinatura da autorização de abertura do processo licitatório. O investimento, para construção do espaço será de mais de R$ 210 milhões.
Para Adriane Lopes, o lançamento da licitação tirou do papel um projeto que estava a 10 anos no plano municipal da saúde. “O projeto é visionário e tecnológico, tendo em vista que os atendimentos na rede pública precisam dessa remodelagem. Iramos ampliar o número de especialidades para atendimento, somando a rede de Campo Grande e desafogando as vagas existentes”, disse.
A unidade de saúde terá 53 consultórios e 5 salas de procedimentos. Das vagas para internação e UTI (Unidade de Terapia Intensiva): 130 leitos serão para internação de adultos e 60 para crianças, enquanto 20 funcionarão como UTI e 49 para emergência. Atualmente Campo Grande possui 2.539 leitos, sendo 1.601 destinados ao SUS (Sistema Único de Saúde).
Além disso, o HMCG terá 10 salas para cirurgia, 19 salas para exames diversos, laboratórios e centro de diagnóstico.
Para a senadora Tereza Cristina, a construção irá “desafogar o problema de vagas de leitos” na Capital. “A prefeita olhou primeiro internamente para que agora nos pudéssemos ver todas essas entregas”, destacou.
O hospital terá capacidade para atender 30 mil pessoas por mês, contando com mais de 15 mil metros² de área construída. O prédio terá quatro pavimentos, sendo um no subsolo, térreo, primeiro e segundo andares, guarita, jardim e estacionamento com 225 vagas.
Sistema de contrato – Após analises, a prefeitura optou fazer o hospital pela modelagem ‘built to suit’ (que em tradução literal significa ‘construído para servir’). Desta forma, utilizando a tendência no setor imobiliário, é realizado o desenvolvimento de um imóvel sob medida para atender às necessidades específicas de um inquilino.
A secretária de saúde da SESAU (Secretaria de Saúde), explicou que com essa forma de trabalhar, essa modelagem concentra a responsabilidade pela construção, manutenção e funcionamento do hospital ‘em um único parceiro’. Isto, em teoria, facilitará a governança e trabalho no local.
A respeito do modelo de construção, o ‘built to suit’, Adriane Lopes destacou que a escolha foi feita porque era necessário ter uma ‘gestão moderna, rápida e eficiente’, que pudesse finalizar a obra em um curto espaço de tempo. Com isso, por mês a empresa receberá até R$ 5 milhões para fazer a manutenção da unidade de saúde. “Vamos fazer o investimento com a abertura dos novos leitos para atendimento. Depois de um prazo, esse hospital passa a ser do município”, disse a prefeita.
Com isso, depois de assinado o contrato, o imóvel deverá ser projetado, construído e encontrar-se em funcionamento no prazo máximo de 450 dias. Do total, 90 dias são para elaboração e aprovação do projeto básico e executivo, com solicitações das licenças; após isso, a empreiteira terá 360 dias para realizar a construção e a entrega da unidade. Neste prazo existe também a aquisição e instalação de equipamentos e mobiliário.
Após a entrega do imóvel que abrigará o Hospital Municipal, a empresa contratada irá fazer a prestação de serviço e manutenção do local por 240 meses, mantendo-o em plenas condições de funcionamento, conforme condições, quantidades e exigências estabelecidas neste Edital e seus anexos.
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Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, assinando a autorização de abertura do processo licitatório para construção do Hospital Municipal (Foto: Sarah Chves)



