Nas conversas com o Ministério Público Federal, Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, prometeu ainda mais informações do que aquelas apresentadas em depoimento ao juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância.
O centro das tratativas do acordo diz respeito ao Lula, como já ficou demonstrado quando Léo Pinheiro disse nesta quinta (20) que o ex-presidente o orientou a destruir provas. Mas também perpassa pela relação da companhia com o PT e seus tesoureiros, segundo apurou o blog.
No início do depoimento, o advogado José Luis de Oliveira Lima, que defende Léo Pinheiro, reconheceu que o ex-executivo negocia novamente aderir ao instituto da delação premiada, explicando que o atual momento é de “conversa” com MPF, sem qualquer formalização.
Somadas à colaboração da Odebrecht, que apontou, por exemplo, que a reforma do sítio de Atibaia foi um presente da companhia a Lula, as novas informações de Léo Pinheiro levam a situação jurídica do ex-presidente, que já estava ruim, a ficar ainda mais deteriorada.
Léo Pinheiro vive uma novela sem precedentes na Lava Jato quando o assunto é sua eventual colaboração com a Justiça. Era março de 2016, mais de um ano atrás, quando o empresário começou a levar informações ao Ministério Público pela primeira vez.
Prestes a ser acordada, quando em agosto um termo de confidencialidade (fase inicial da delação) foi até assinado, a procuradoria geral da República a cancelou, por determinação de Rodrigo Janot. Na ocasião, a PGR achava difícil que ela fosse renegociada diante da falta de confiança gerada.
Hoje, a situação mudou. Na avaliação de procuradores da Lava Jato, o empresário pôs “fogo no circo” em seu depoimento a Moro. "Para fechar o acordo, depende mais dele do que do MPF”, diz um investigador.
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Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS (Reprodução/ TV Globo)



