O ex-ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun, afirmou nesta terça-feira (5) que Simone Tebet acertou em suas decisões na disputa pelo comando do Senado Federal, ocorrida no último final de semana.
Em entrevista ao programa Capital Meio Dia, da rádio Capital FM, Marun complementa que Simone cumpriu com sua palavra, o que ele classifica como “grande patrimônio”. “Ainda antes da eleição no Senado, conversei com Alcolumbre e ele me disse que havia um acordo que, se Simone ganhasse dentro do partido para a disputa, ele abriria mão da candidatura para apoia-la, assim também fez a senadora e cumpriu”, disse.
Para o ex-ministro que conhece os caminhos do bom relacionamento no Congresso Nacional, “honrar a palavra faz o parlamentar crescer dentro do Senado”. “Simone não era um nome nacional do MDB, depois que ela enfrentou Renan, ela passou a ter projeção no país inteiro”, avaliou.
Marun também falou sobre a divisão dentro do partido, o que para ele é normal dentro de qualquer legenda. “O que não foi novidade é o confronto entre dois integrantes, normalmente se acha uma forma de conciliação, desta vez não foi possível”, disse. O ex-ministro propõe que o embate iniciado na disputa deve permanecer até a convenção do partido, previsto para acontecer em setembro. “Assim, a militância, democraticamente, vai escolher se o MDB vai seguir nesse caminho do oportunismo ou ter um novo caminho a oferecer para a população”.
Ao se referir a Renan, Marun falou que o senador se apresentou com “duas caras”. “Renan se propôs a se colocar como duas caras, apresentando-se como o velho e o novo ao mesmo tempo, aquilo começou a me dar nojo”, disparou.
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Carlos Marun propõe que a militância escolha, na convenção, o que quer para o partido (Reprodução/Internet)


