A questão do veto presidencial, que mantinha a proibição de reajustes salariais por dois anos, negociada em troca do socorro aos estados e municípios, é tida como estratégica pela equipe econômica, pois mantém o equilíbrio fiscal nos mínimos.
Mesmo assim, o veto do presidente Jair Bolsonaro caiu na quarta-feira (20), e um rombo significativo pode vir a acontecer. No senado Nelsinho Trad apoiou o presidente, e Simone Tebet ficou contra o governo, o que não é surpresa, pois seu voto nunca foi governista.
Mas Soraya Tronicke do PSL de MS, que estava com o presidente na véspera em Corumbá e Nioaque, votou contra Bolsonaro, derrubando o veto do presidente. Várias podem ser as razões de Soraya , inclusive outra disputa eleitoral em 2022 , mas o fato é que a senadora do bolsonarismo, votou com a oposição. Muitos se surpreendem, outros, porém, não.
O Senado derrubou o veto do presidente da República ao projeto que autoriza o reajuste salarial a profissionais de saúde e trabalhadores da educação pública durante o período da pandemia da covid-19.
Em 28 de maio, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que trata da ajuda financeira a estados, municípios e o Distrito Federal para o combate aos efeitos da pandemia do novo coronavírus (covid-19) com vetos ao reajuste a trabalhadores da educação, saúde e segurança pública, servidores de carreiras periciais, profissionais de limpeza urbana e de serviços funerários. O presidente alegou que as exceções que autorizam reajuste de salários violam o interesse público ao diminuir a economia estimada com a suspensão dos reajustes.
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Os senadores Simone Tebet (MDB), Nelsinho Trad (PSD) e Soraya Thronicke (PSL) (Reprodução/Internet)



