A Polícia Federal (PF) deve instaurar nesta quinta-feira (11), a pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma investigação para apurar a filiação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), ao Partido Liberal (PL), do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Formalmente, Lula estava filiado ao PL desde 15 de julho do ano passado, e consequentemente desligado do PT desde a data, na cidade de São Bernardo dos Campos, onde reside.
A situação foi revelada pelo jornal O Globo. O TSE detectou que a senha utilizada para fazer essa mudança pertence à Daniela Leite Aguiar, advogada do PL, e cancelou imediatamente a filiação do presidente à sigla. Também foi detectado indícios de falsidade ideológica.
O pedido de investigação à PF veio diretamente do presidente do TSE, o ministro Alexandre de Moraes, que em sua decisão considerou “a existência de indícios de crime a partir da inserção de dados falsos em sistema eleitoral”, justificando a entrada da PF no caso.
Moraes apontou que “é fato notório que [Lula] é integrante do Partido dos Trabalhadores”, e solicitou o cancelamento imediato da ação.
A apuração interna apontou que não houve invasão ao sistema do TSE, mas sim o uso de “credenciais válidas para o registro de uma nova filiação falsa”.
Diante da situação, o presidente do PL, Waldemar Costa Neto, se manifestou, e tratou o caso como “bobagem”. “As informações da nossa advogada aparecerem como autora da suposta filiação é um fato normal, porque ela está credenciada junto ao TSE para consolidar as filiações em nível nacional”, afirmou.
Apesar disso, uma das hipóteses levantadas é que os dados da advogada estejam em posse de outras pessoas, já que o tribunal apontou mais de 75 mil usos do sistema com o nome dela.
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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert)


