Com os boatos cada vez mais crescentes de uma possível renúncia do prefeito afastado Gilmar Olarte (PP), políticos e familiares dele e de Andreia Olarte afirmam que a situação ficaria melhor para ambos, inclusive juridicamente, se ele formalizasse a saído do cargo de vice prefeito e consequentemente de prefeito afastado.
A defesa, porém, desconversa e afirma que são "apenas boatos", fato confirmado pelo advogado Jail Azambuja que defende Gilmar Olarte desde seu afastamento da prefeitura em 25 de agosto de 2015. Há indícios fortes de que a carta de renúncia já estaria assinada, mas não teria sido entregue, pois o desejo de Olarte, seria renunciar somente depois de ganhar a liberdade.
Preso desde 15 de agosto, ele já teve vários recursos negados. Esta é a segunda prisão que ele sofre, a primeira foi em outubro do ano passado, no bojo das investigações da operação Coffe Break. Já, desta vez a prisão foi decretada temporariamente, mas quando ele, a esposa e os empresários estavam prestes a sair, o desembargador Luiz Claudio Bonassini converteu as prisões em preventivas, ou seja, sem tempo determinado para soltura.
A defesa contesta a prisão, e Andreia na ocasião chamou de “perseguição política”, já que ela foi levada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) no último dia de registro de sua candidatura a vereadora, que seria feita pelo PROS. O partido então definhou, e o candidato a prefeito Luiz Pedro Guimarães, um dos principais articuladores de Olarte durante sua gestão na Prefeitura de Campo Grande, desistiu da postulação, sendo substituído pelo ex deputado Lauro David.
Réu na ADNA, Gilmar vive situação complexa
O ex prefeito da Capital,está em uma situação jurídica complicada, sendo réu em vários processos. O primeiro, um processo de corrupção e lavagem de dinheiro pela operação ADNA (em alusão a denominação religiosa que ele faz parte), e o segundo na Operação Coffee Break, que apura suspeita de um esquema de corrupção para cassar o prefeito Alcides Bernal em março de 2014. Agora está preso, desde o dia 15 de agosto, pela operação Pecúnia, onde ele, a mulher Andreia Olarte e o mais os empresários Estevão Farinelli e Ivamil Rodrigues, são suspeitos de lavagem de dinheiro e de terem comprado bens com desvio de recursos públicos.
A reportagem conversou com vários políticos de âmbito municipal e estadual, que tratam tudo com muita cautela. Ninguém quer falar sobre o assunto abertamente, mas afirmam que seria a melhor saída. "Era para ter feito isso desde dezembro, mas ele não quis, não há mais espaço político para ele, tem que tocar a vida", afirmou um vereador que não quis se identificar. Um ex secretário da gestão de Olarte, foi claro ao jd1noticias, a renúncia dele "já está assinada".
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