Menu
Busca segunda, 13 de julho de 2020
(67) 99647-9098
TJMS julho20
Política

Representantes da sociedade civil pedem agilidade e transparência na Comissão da Verdade

31 julho 2012 - 10h43Elza Fiúza / ABr

Representantes dos comitês estaduais, formados por organizações da sociedade civil, sobre mortos e desaparecidos durante a ditadura militar fizeram nesta segunda-feira (30) reivindicações aos integrantes da Comissão Nacional da Verdade pedindo a abertura das audiências da comissão, agilidade nos trabalhos, investigação dos abusos cometidos contra índios durante a ditadura e a divulgação do orçamento da comissão.

“Queremos o impossível”, disse a representante do Comitê pela Verdade, Memória e Justiça do Distrito Federal, Iara Xavier, ao falar sobre a expectativa em relação ao trabalho da Comissão da Verdade. “A comissão tem que partir do que já está feito e avançar, tem que exigir a abertura de todos os arquivos ainda não abertos, as audiências tem que ser públicas, a comissão deve ter um mecanismo ágil para receber as denúncias e processar estes documentos”, completou.

Integrante do Fórum Memória e Verdade do Espírito Santo, Francisco Celso Calmon, manifestou a preocupação de que o relatório final da comissão passe a integrar apenas o “arquivo morto” do país. “Nos preocupamos que o resultado do relatório não sirva ao arquivo morto da nação, mas que seja um relatório vivo para que se criminalize os que cometeram crimes contra a humanidade.”

O período de dois anos previsto para a conclusão dos trabalhos da comissão fez o representante do Comitê Santa-Mariense de Direito à Memória e à Verdade, de Santa Maria (RS), Diego Oliveira, pedir dedicação exclusiva dos titulares do órgão. “O efetivo reduzido [prazo] da comissão seria compensado com a dedicação exclusiva”. Ele disse também considerar que falta autonomia orçamentária da comissão, que é vinculada à Casa Civil, e pediu a divulgação do valor previsto para a execução dos trabalhos.

Após ouvir as considerações, o coordenador da Comissão da Verdade, Gilson Dipp, disse que a exposição das demandas é importante para fazer avançar o trabalho e unir esforços. “Temos essa demanda natural, muitas vezes até reprimida, mas o importante é que vamos trabalhar em apoio e sintonia com todos os comitês estaduais para que eles possam realizar algumas das tarefas nos estados para que possamos fazer a triagem”, disse Dipp.

Alguns dos representantes dos comitês estaduais colocaram à disposição da Comissão da Verdade documentos relativos à ditadura militar e também para tomar depoimentos de presos e perseguidos políticos. Houve ainda quem manifestou preocupação com a segurança dos arquivos armazenados nos estados em função do início das investigações. A reunião, proposta pela Comissão da Verdade, reuniu representantes de cerca de 40 comitês de todo o país.

A Comissão Nacional da Verdade foi instalada em 16 de março de 2012, com prazo de dois anos para apurar violações aos direitos humanos ocorridas no período entre 1946 e 1988, que inclui a ditadura militar (1964-1985).

Via Agência Brasil

PMCG Refis

Deixe seu Comentário

Leia Também

Política
PL exige formas alternativas de educação à alunos do ensino médio
Política
Hidroxicloroquina é tema de debate na Câmara
Política
Michelle Bolsonaro testa negativo para Covid-19
Política
Simone e Nelsinho avaliam como positiva escolha do novo ministro da Educação
Política
Movimento protesta contra Bolsonaro na Afonso Pena
Política
Alunos podem ter aferição de temperatura obrigatória na volta às aulas
Política
“Estou bem melhor”, diz Paulo Corrêa
Política
Na assembleia, Coronel David lamenta morte de PM
Política
Assembleia aprova estado de calamidade em Bodoquena, Bela Vista e Terenos
Política
Câmara aprova adicional de 40% a trabalhadores do combate ao coronavírus

Mais Lidas

Polícia
Pai mata filho a facada durante briga, espera polícia e se entrega
Polícia
Suspeito de matar Marielle é indiciado por tráfico de armas
Geral
Caixa paga 1ª parcela do auxílio emergencial para aprovados em junho
Polícia
Vídeo mostra homem afirmando que mataria cinco e depois se mataria