O MDB foi o partido que mais perdeu espaço após o fechamento da janela partidária em Mato Grosso do Sul, encolhendo de três para apenas um deputado estadual na Assembleia Legislativa.
Na sequência, o PSDB também sofreu forte redução e deixou de ocupar o posto de maior bancada, passando a contar com três parlamentares. Em sentido oposto, o Republicanos registrou o maior crescimento, saltando de um para quatro deputados, enquanto o Progressistas (PP) ampliou sua bancada de dois para três nomes.
Já o PL consolidou-se como a maior força da Casa, ao reunir seis parlamentares e assumir protagonismo no novo cenário político estadual.
O fim do período de trocas, encerrado na última semana, provocou uma reconfiguração ampla no tabuleiro político.
Ao todo, 13 dos 24 deputados estaduais mudaram de partido, redesenhando alianças e estratégias para o próximo ciclo eleitoral. O PL foi o principal destino dessas movimentações, atraindo nomes de peso que estavam em outras siglas, especialmente do PSDB, como Paulo Corrêa, Mara Caseiro e Zé Teixeira, além de Márcio Fernandes, que deixou o MDB, e Lucas de Lima, que estava sem partido.
Espaço histórico
Enquanto isso, o PSDB, que historicamente teve forte presença no Legislativo estadual, sofreu esvaziamento. Permaneceram na sigla apenas Pedro Caravina e Lia Nogueira, enquanto o partido buscou recomposição com a chegada de Paulo Duarte, que deixou o PSB, e do ex-secretário da Casa Civil Eduardo Rocha, que deixou o MDB após mais de três décadas de filiação. Mesmo assim, a legenda perdeu densidde política dentro da Casa.
O MDB, por sua vez, foi o mais impactado negativamente. A saída de Márcio Fernandes e Renato Câmara reduziu a bancada a um único representante, o deputado Junior Mochi. O movimento evidencia uma perda significativa de força política da sigla no Legislativo estadual, refletindo um processo de esvaziamento que também se observa em outros níveis.
No caminho inverso, o Republicanos ampliou de forma expressiva sua presença, passando a contar com quatro parlamentares. Permaneceram na legenda Antônio Vaz, enquanto ingressaram Pedro Pedrossian, que deixou o PSD, Renato Câmara, vindo do MDB, e Roberto Hashioka, egresso do União Brasil. O crescimento coloca o partido em posição estratégica nas articulações políticas do Estado.
A federação formada por União Brasil e PP também manteve relevância, somando quatro deputados estaduais. O PP reúne lideranças como o presidente da Assembleia, Gerson Claro, além de Londres Machado e Jamilson Name, que migrou do PSDB. Já o União Brasil será representado por Rinaldo Modesto, que deixou o Podemos. Paralelamente, a legenda também se movimenta para fortalecer suas chapas proporcionais, com a filiação do ex-deputado Jerson Domingos e de outras lideranças políticas.
Outro movimento relevante foi a filiação de Lidio Lopes ao Avante. O parlamentar, que estava sem partido desde 2023, assumiu a presidência da sigla no Estado e deve liderar a montagem de chapas tanto para a Assembleia quanto para a Câmara dos Deputados. Já o Novo passa a contar com João Henrique Catan, que deixou o PL com o objetivo de disputar o Governo do Estado.
Entre as siglas, o PT foi o único partido que não registrou mudanças, mantendo sua bancada formada por Pedro Kemp, Zeca do PT e Gleice Jane. A estabilidade contrasta com o cenário de intensas movimentações observado nas demais legendas.
Município
As mudanças não se restringiram ao Legislativo estadual. Em Campo Grande, o vereador e ex-prefeito Marquinhos Trad deixou o PDT no último dia da janela e se filiou ao Partido Verde (PV). A movimentação é estratégica e atende ao objetivo de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados na chapa do irmão, Fábio Trad.
Esvazimento
No plano federal, a janela partidária resultou no esvaziamento completo do PSDB na bancada sul-mato-grossense na Câmara dos Deputados. Beto Pereira deixou a sigla e se filiou ao Republicanos, assumindo inclusive a presidência estadual do partido. Dagoberto Nogueira migrou para o PP, enquanto Geraldo Resende foi para o União Brasil. Permaneceram em seus partidos Rodolfo Nogueira e Marcos Pollon, ambos do PL, Camila Jara e Vander Loubet, do PT, e Luiz Ovando, do PP.
No Senado, também houve mudanças. Soraya Thronicke deixou o Podemos e se filiou ao PSB, enquanto Nelsinho Trad permanece no PSD e Tereza Cristina segue no PP. No Executivo estadual, o Republicanos também avançou ao filiar o vice-governador Barbosinha, que deixou o PSD, e o ex-secretário Jaime Verruck, que também migrou para a sigla. Já Marcelo Miranda saiu do PSDB e ingressou no PP, enquanto Viviane Luiza fez o caminho inverso, deixando o Progressistas para se filiar aos tucanos.
A janela partidária também marcou a saída da ex-ministra Simone Tebet do cenário político sul-mato-grossense. Ela deixou o MDB, transferiu o domicílio eleitoral para São Paulo e se filiou ao PSB, com foco em uma candidatura ao Senado.
Como ficou?
Quem mais ganhou deputados estaduais foi o Republicanos, passando de 1 para 4; Quem mais perdeu deputados estaduais foi o MDB que caiu de 3 para 1.
Outros que cresceram: PP de 2 para 3 deputados; PL de dois para 7
Outros que perderam: PSDB reduziu de 6 e ficou com 3 deputados, perdendo protagonismo.
PT não teve mudanças, mantendo 3 deputados.
Convenções
O próximo passa importante para os pré-candidatos são as convenções partidárias para decidir quem serão os candidatos nas eleições e tratar de assuntos como coligações. Prevista na legislação eleitoral, ela ocorre entre 20 de julho e 5 de agosto do ano eleitoral e também define os números que os candidatos usarão nas urnas.
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