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Saúde

Capital faz alerta sobre prevenção de acidentes com escorpiões durante as férias

Em 2024 foram registrados 1,3 mil casos de picadas em Campo Grande

16 janeiro 2025 - 19h05Da Redação

Com o aumento das temperaturas e o período chuvoso, aliados às férias, principalmente escolares, os acidentes com escorpiões tornam-se mais frequentes nesta época do ano. Diante disso, a Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), divulgou orientações importantes que podem salvar vidas em casos de eventuais acidentes com esses animais.  

Dados da Superintendência de Vigilância em Saúde da Sesau mostram que, em 2024, foram registrados 1.359 casos de picadas de escorpião sem ocorrência de óbitos em Campo Grande, com as regiões do Anhanduizinho e Lagoa sendo as mais afetadas no município.  

“Nosso foco é orientar a população sobre a importância da limpeza do ambiente e do monitoramento constante. Somente com a colaboração de todos podemos reduzir os riscos de acidentes”, destacou a superintendente de Vigilância em Saúde, Veruska Lado.  

O CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) informa ainda que no ano passado, o período de maior demanda ocorreu entre janeiro e abril, com 847 solicitações para desinsetização e orientações sobre a presença de escorpiões.  

“A principal orientação é manter os ambientes limpos e organizados, eliminando possíveis esconderijos. Pequenas atitudes, como vedar ralos e frestas, são essenciais para prevenir a entrada dos escorpiões nas residências”, reforça a gerente do CCZ, a médica veterinária Claudia Macedo.  

Nos casos de acidentes, o médico Bruno Casal orienta sobre os cuidados imediatos. “O ideal é lavar o local da picada com água e sabão, evitar aplicar qualquer tipo de substância e procurar atendimento médico o mais rápido possível. Assim, deve-se observar os sinais como inchaço, vermelhidão, dor, aumento de calor no local da picada e procurar atendimento em uma unidade de saúde”, explica.  

A Sesau destaca que as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e os CRSs (Centros Regionais de Saúde) estão preparados para atender casos leves a moderados, com acompanhamento clínico e uso de analgésicos. Já nos casos graves, os pacientes são encaminhados a um hospital de referência para aplicação do soro antiescorpiônico.  

A secretária municipal de Saúde, Rosana Leite, ressalta que o monitoramento desses animais envolve ações integradas em diferentes áreas da Sesau. “O combate aos acidentes com escorpiões é um trabalho transversal, que abrange diversas superintendências da Secretaria de Saúde. Além da assistência médica, as equipes atuam na orientação da população e no controle ambiental, priorizando a saúde e a segurança dos munícipes”.  

Recomendações para evitar acidentes:  

1ª orientação: O que fazer em caso de picada
O médico Bruno Casal orienta:
1. Lave o local da picada com água e sabão.  
2. Procure uma unidade de saúde imediatamente.  
3. Se possível, capture o escorpião com segurança ou fotografe-o para facilitar a identificação.  

2ª orientação: Ligar para o 192 do SAMU  
A médica Renata Veloso, coordenadora em exercício do SAMU Regional Campo Grande, explica que as orientações são feitas com base no quadro clínico do paciente. “Se necessário, enviamos uma viatura. Porém, a maioria dos casos são quadros leves e o indicado é buscar atendimento em uma unidade de saúde 24 horas mais próxima, seguindo cuidados gerais com a limpeza do local.” 

3ª orientação: Medidas preventivas indicadas pelo CCZ
– Vedação de ralos e frestas: Utilize grelhas com telas em ralos e mantenha portas e janelas bem vedadas.  
– Limpeza do ambiente: Evite acúmulo de entulhos, restos de construção, folhas secas e lixo, que podem servir de abrigo para escorpiões.  
– Cuidados dentro de casa: Verifique roupas, calçados e toalhas antes de usá-los. Afaste camas e berços das paredes e evite que lençóis toquem o chão.  

4ª orientação: Orientações da Vigilância em Saúde
Mantenha os quintais limpos e gramas aparadas; 
Evite entulhos que favoreçam a proliferação de escorpiões; 
casos em crianças menores de 7 anos e idosos exigem mais atenção devido ao risco de complicações;
Não aplique substâncias, faça torniquetes ou realize sucção.   

5ª orientação: Serviço de desinsetização e orientações do CCZ 
O CCZ realiza vistorias em locais com infestação e oferece canais de contato para a população:  

– Telefones: (67) 2020-1796, (67) 2020-1802 ou (67) 3313-5000.
– WhatsApp: (67) 2020-1796.

 

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