Casos recentes de hantavirose registrados no Paraná e a confirmação de uma morte pela doença em Minas Gerais acenderam um novo alerta entre especialistas da saúde. A infecção, transmitida por roedores silvestres contaminados, pode evoluir rapidamente e apresenta elevado risco de morte.
O infectologista do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian da UFMS (Humap-UFMS), Alexandre Albuquerque Bertucci, explica que os primeiros sintomas costumam ser semelhantes aos de viroses respiratórias comuns, o que dificulta a identificação da doença nos estágios iniciais. Febre, dores no corpo, mal-estar, vômitos e dor abdominal estão entre os sinais mais frequentes.
Conforme o quadro avança, o paciente pode desenvolver complicações respiratórias graves, como falta de ar e comprometimento pulmonar. Segundo o especialista, a hantavirose pode provocar insuficiência cardiopulmonar e tem taxa de mortalidade considerada alta.
"Infelizmente, até hoje não existe tratamento antiviral específico aprovado para o hantavírus. Por isso, a suspeita clínica precoce e o suporte médico adequado são fundamentais para reduzir os riscos de agravamento", destaca o infectologista.
A contaminação acontece principalmente pela inalação de partículas presentes em fezes, urina e saliva de roedores silvestres. Ambientes fechados, galpões, depósitos, celeiros e áreas rurais estão entre os locais com maior risco de exposição ao vírus.
Para evitar a doença, a orientação é manter locais limpos, impedir acesso de roedores a alimentos e utilizar máscara e luvas durante a limpeza de espaços fechados ou abandonados. O médico também reforça que pessoas com sintomas persistentes após contato com áreas de risco devem procurar atendimento médico imediatamente.
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