Promovendo o acesso a saúde em Campo Grande, o serviço de teleinterconsulta já atendeu diversas pacientes com consultas a médicos especialistas. O trabalho possibilita o atendimento a pessoas em casa, como é o caso daqueles que possuem dificuldade de se locomover.
A médica Maria Eduarda Trennepohl Souza, residente em Saúde da Família e Comunidade na USF Santa Emília, teve a iniciativa de associar a Teleinterconsulta ao atendimento domiciliar de uma paciente idosa. Dona Rosa, 85 anos, possui quadro importante de perda de acuidade visual, o que dificulta o seu deslocamento até a unidade, associada a uma insuficiência cardíaca. Tal condição faz com que a paciente precise ser acompanhada por um médico cardiologista, o que é possível com a Teleinterconsulta.
” A Telinterconsulta é muito importante e veio para revolucionar o cuidado com o paciente na Atenção Primária. A ferramenta vem para quebrar barreiras e dar o acesso a pacientes que têm dificuldade de se locomover até um centro especializado, seja pela sua condição clínica ou posição geográfica. E isso possibilita o acesso e um outro nível de cuidado”, diz.
A médica destaca que a ferramenta também possibilita a troca de experiências entre profissional da Atenção Primária e médico especialista proporcionando assim um ganho pessoal. ” Para nós também é um aprendizado, pois podemos discutir tratamentos e melhores condutas para tratar cada paciente. Esse cuidado conjunto é fundamental e proporciona uma melhor assistência aos pacientes que são acompanhados no dia a dia da unidade”, comenta.
Através da web conferência, o profissional de saúde utiliza estratégias de atendimento compartilhado entre paciente, médico assistente e especialista. A Capital foi a primeira cidade em Mato Grosso do Sul a instituir o programa na Atenção Primária.
Inicialmente, o serviço de Teleinterconsulta foi implementado em duas unidades de saúde: USF Moreninhas e USF Tiradentes e foi expandido para outras oito unidades: USF Batistão, USF Coophavila, USF Parque do Sol, USF Itamaracá, USF Vida Nova, USF Noroeste, USF Oliveira e USF Santa Emília.
A expectativa é, futuramente, expandir o serviço para as 73 unidades de saúde que compõem a Atenção Primária. Hoje, o serviço oferta atendimentos nas áreas de cardiologia e psiquiatria. Existe a expectativa para ampliar a oferta para outras especialidades, como alergia e imunologia, angiologia, cirurgia geral, dermatologia, endocrinologia, hematologia, infectologia, mastologia, pneumologia, neurologia, oftalmologia, psiquiatria, urologia, entre outras.
São atendidos pelo serviço pacientes que tenham indicação do médico da unidade. Considerando que o serviço é voltado a atender pacientes pertencentes a área de abrangência de cada unidade, hoje o Teleinterconsulta contempla mais de 100 mil pessoas. O quantitativo é referente a estimativa de usuários que são atendidos nas nove unidades onde o programa está implementado.
O programa prevê ainda a qualificação dos encaminhamentos para a atenção especializada, diminuição do tempo de espera para o atendimento especializado presencial, atuando na queda da demanda reprimida nos deslocamentos dos usuários, reduzindo gastos com transporte.
A implantação do Programa Municipal de Teleinterconsulta é fruto da parceria da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), com o Laboratório de inovação na atenção primária à saúde (INOVAAPS) e o Laboratório de inovação tecnológica em saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LAIS).
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Teleinterconsulta na Capital (Foto: Reprodução)


