Os trabalhadores da Saúde Pública de Campo Grande reivindicam sanção, por parte do prefeito Marquinhos Trad (PSD), do projeto que autoriza a Prefeitura a conceder o adicional de insalubridade para os trabalhadores quem atuam na linha de frente no combate ao coronavírus (Covid-19). Segundo uma das representantes do setor, a assistente social Dany Duarte, com a assinatura da Lei, os servidores terão a valorização necessária, pois o setor é o mais importante durante o combate a pandemia.
A proposta prevê o pagamento de insalubridade no grau máximo, durante o período de emergência da saúde pública, de 40% calculado sobre o valor do salário. Para Duarte, que é servidora pública há 20 anos, esse reconhecimento é necessário, pois diversas categorias estão em isolamento social, mas o setor da Saúde (SUS) e da Assistência Social (SUAS), não pode ter esse privilégio.
“Com a sanção, o prefeito mostrará aos trabalhadores o quanto eles são importantes para a governabilidade municipal, bem como para toda a população. Estamos enfrentando essa pandemia no dia-a-dia, junto aos pacientes”, explicou.
E complementou dizendo que outra preocupação do setor é “com a saúde mental desses profissionais. Esse dispositivo a mais nos seus rendimentos, o setor público mostrará o quanto nós somos importantes para a sociedade, amenizando assim o desgaste mental que é natural no momento em que vivemos esse enfrentamento.”
Ainda conforme Duarte, uma das reflexões da área agora é traçar diretrizes para o pós-pandemia. “Sabemos que, após esse período, muitas pessoas perderam emprego e seus rendimentos, ou seja, problemas com a saúde tendem aumentar. Portanto os problemas sociais serão aumentados, desencadeado assim na Saúde Pública”, projetou.
Outro ponto preocupante é com os profissionais infectados com a Covid-19. “Apenas no meu setor, que é a Serviço Social, tivemos 15 servidoras infectadas com a doença. Portanto, nós estamos trabalhando bem mais, pois o afastamento desses profissionais faz com que as equipes sejam reduzidas”, finalizou.
Projeto
Segundo a Câmara, a medida, de autoria do vereador Eduardo Cury (DEM) e aprovado no último dia 9 deste mês, abrange médicos, odontólogos, psicólogos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, auxiliar em enfermagem, farmacêutico, assistentes sociais, auxiliar em serviço bucal, agentes de saúde, agentes comunitários, agentes de endemia, assistente de serviços de saúde, assistente administrativo I, assistente administrativo II, auxiliar social I, auxiliar social II, técnicos de imobilização ortopédica, técnicos em radiologia, técnico em necropsia, motoristas de ambulâncias, auxiliar de serviços de saúde lotados em postos de saúde.
Emendas apresentadas pelos vereadores ainda incluíram guardas civis metropolitanos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, médicos veterinários, técnicos em Assistência Bucal e auxiliares de Saúde Bucal, auditores fiscais de Vigilância Sanitária, agentes fiscais sanitários e servidores lotados na estrutura organizacional da SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social).
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