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Tecnologia

Internet boa pra poucos ou ruim para todos?

Anatel tem 200MHz de banda para distribuir entre as quatro principais operadoras

01 dezembro 2018 - 15h07Da Redação com Uol

A quinta geração de tecnologia wireless, conhecida como 5G, vem para revolucionar com a promessa de aumentar a velocidade de download e upload, tornar a latência praticamente insignificante e promover mais uma revolução na internet e como interagimos com o mundo digital.

A nova tecnologia é motivo de preocupação para o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Leonardo Moraes, isso porque, para que o 5G funcione em sua totalidade no Brasil, é preciso que, apenas duas das quatro principais operadoras operantes, detenham a velocidade. Em entrevista ao UOL, nesta semana, Moraes explica que, para que as operadoras ofereçam 5G, elas precisam de 100 MHz de banda. A agência tem apenas 200 MHz de banda livre.

Sobre o assunto, o JD1 Notícias conversou com o cientista da computação, Jiyan Yari. O especialista destacou que, se a tecnologia for distribuída para as quatro operadoras, o serviço de internet 5G, no Brasil, viria apenas como um “4G melhorado”, já que cada operadora deteria apenas 50MHz. “O Brasil tem mais que 200MHz de banda, mas está destinada a outros tipos de tráfego, como, por exemplo, comunicação via satélite”, disse.

Para explicar a funcionalidade do 5G e a importância da tecnologia para o desenvolvimento do país, Jiyan faz um retrospecto. “Quando foi lançada a 2D, a finalidade era para melhorar o correio de voz. A 3G surgiu para que a gente consiga navegar, ou seja, dados. A 4G chegou para prover o serviço de multimídia. No 5G, já é um conceito bastante elevado, já entra em um universo de você poder conectar tudo a todos”, resumiu. 

Ao ressaltar que a 5G vem para revolucionar a indústria da conectividade, Yari lança sua preocupação em relação a infraestrutura do país para suportar a tecnologia. “O Brasil nunca investiu em uma infraestrutura no que diz respeito a logística e telecomunicações”, destacou o especialista ao citar que, em meados de 1997, o Chile tinha 70% de suas linhas de comunicação em fibra ótica. “No Brasil, ainda temos lugares onde a conexão é feita de forma discada”, lamentou.

Para o especialista, a solução é investir em infraestrutura, puxando mais fibra ótica, estendendo cabo oceânico, disponibilizar a linha de comunicação para o país todo. “Desde quando a tecnologia 5G vinha sendo discutida, o Brasil deveria entender como um indicativo de que, em algum momento, se tornaria um padrão, então, os investimentos já deveriam ter começado”, disse ao concluir que “não tem como um país fugir da realidade, o mundo do está se tornando cada vez mais digital. O Brasil tem uma participação bastante importante no mercado e, quer queira, quer não, investir na tecnologia faz o país ser visto de outra forma pelos investidores estrangeiros”, finalizou.

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