Guilherme Marlon Lisboa Muniz, de um ano, morreu após ser atropelado por um ônibus na noite de domingo (24), em Belo Horiozonte. A mãe de Guilherme, Irian Thainá Lisboa da Silva, de 20 anos, ficou com a perna presa no veículo e foi arrastada por aproximadamente 100 metros, conforme testemunhas.
O acidente aconteceu após o ônibus parar para que a mãe e filho descessen no ponto solicitado. De acordo com testemunhas, o motorista teria fechado a porta ainda no desembarque dos passageiros, quando a mulher se desequilibrou e a criança caiu para fora do veículo. Neste momento, o motorista teria arrancado o coletivo, atropelando o menino, que morreu na hora. A mãe ficou com as pernas presas no ônibus e foi arrastada por cerca de 100 metros. O condutor só parou após várias passageiros gritarem.
Na porta do Instituto Médico Legal (IML), parentes da vítima estavam abalados. O garoto completaria dois anos no próximo mês. O avô da criança, Éder Alves, disse que a nora ficou bastante machucada e se negou a ir a um hospital. "Minha nora não quis ir ao hospital e ficou ao lado do corpo do filho", relatou.
O motorista foi retirado do local do acidente pela Polícia Militar e foi encaminhado ao Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG), onde prestou depoimento e foi liberado.
O avô da vítima defende que o acidente poderia ter sido evitado. "Isso é trabalho de auxiliar de bordo. Eu trabalhei de cobrador muitos anos, mas hoje eu não trabalho mais porque mandaram os cobradores embora. Quantos estão ai desempregados e, com isto, estamos perdendo as vidas dos familiares", disse.
Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte lamentou o corrido e informou que irá ajudar nas investigações para punir os responsáveis. O Executivo Mnicipal destacou ainda que a lei prevê que a presença de cobradores aos domingos não é necessária.
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Apesar de machucada, mãe de Guilherme não quis ir ao hospital e ficou ao lado de corpo do filho (Reprodução)



