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Governistas criticam denúncia da PGR contra Temer; oposição promete obstrução

Romero Jucá ironizou o possível fatiamento da denúncia apresentada contra o presidente Michel Temer

27 junho 2017 - 16h59Agência Brasil

O Ministério do Trabalho está estudando a criação de uma nova divisão para cuidar de questões de discriminação, entre elas contra idosos no mercado de trabalho. A expectativa é dar uma atenção maior ao combate ao preconceito no ambiente de trabalho.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ironizou hoje (27) o possível fatiamento da denúncia apresentada contra o presidente Michel Temer pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Depois de participar de uma reunião com os presidentes do Senado, Eunício Oliveira, e da Câmara, Rodrigo Maia, além de vários líderes das principais bancadas do Congresso, o peemedebista comparou a ação do Ministério Público a um seriado de televisão.

"Eu vi [apenas] a notícia da denúncia, soube que vai ser uma denúncia a prazo, vamos ter capítulos de denúncias, vai ser um seriado. Então, como eu assisto muita série, eu vou comentar só no final da série quando houver o capítulo final", disse Jucá, informando que ainda não viu a íntegra das acusações. O almoço ocorreu na residência oficial do Senado.

Ontem (26), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ofereceu denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente Michel Temer pelo crime de corrupção passiva. Há a expectativa, no entanto, que ele denuncie Temer também sobre outros crimes mencionados no pedido de abertura de inquérito feito há algumas semanas, como obstrução de Justiça e corrupção ativa.

Para a denúncia ser analisada pelo STF, é preciso que ao menos 342 deputados, o equivalente a dois terços da Câmara, aceitem o pedido da PGR. A denúncia foi enviada ao ministro Edson Fachin, relator da ação, que poderá conceder prazo de 15 dias para manifestação da defesa antes de enviá-la para a Câmara. A formalidade de envio deverá ser cumprida pela presidente do STF, Cármen Lúcia.

Já o líder da minoria na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), disse que os partidos oposicionistas vão manter a obstrução aos trabalhos da Casa até que a denúncia seja
apreciada. Para o parlamentar, não é possivel votar nada diante da "gravidade da crise institucional que o país está vivendo". "A nossa discussão é que o país não pode continuar do jeito que está. Para-se tudo enquanto o Temer não sair, não há condições de se votar nenhuma matéria de interesse do governo na Câmara", afirmou Guimarães.

De acordo com Eunício Oliveira, os parlamentares não discutiram o assunto no encontro de hoje, cujo pauta oficialmente foi a reforma política. "Não sou advogado do presidente Temer. Cabe aos seus advogados e a ele, como presidente, fazer e colocar as posições que achar conveniente para sua defesa ou para informação da população brasileira. Não cabe a mim fazer juízo de valor sobre o que ele falou", disse, em referência à declaração de Temer feita na tarde de hoje sobre a denúncia.

Reforma política

A única pauta que encontra algum consenso entre as lideranças governistas e oposicionistas é a reforma política. O tema foi debatido no almoço de hoje, que durou cerca de quatro horas e teve a presença de cerca de 40 pessoas, entre elas o ex-presidente da República, José Sarney.

Segundo Jucá, os parlamentares definiram um novo calendário de tramitação para a emenda constitucional e para os relatórios que estão sob análise em uma comissão especial da Câmara. As propostas devem ser votadas até a primeira semana de julho na comissão.

"O consenso que posso dizer que encontrei foi em relação ao fim das coligações proporcionais e cláusula de barreira. Esses dois itens se aproximaram muito do consenso. O restante ainda está tudo com muita dúvida, inclusive a questão do financiamento", afirmou o presidente do Senado, Eunício Oliveira,

As lideranças também definiram que a reforma irá prever a adoção do sistema de voto distrital misto a partir de 2020, além de um fundo provisório para financiar a próxima campanha. Jucá explicou ainda que deverá ser convocado em 2020 um plebiscito para que a população escolha o tipo de financiamento eleitoral de campanha, entre os modelos público e privado.

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