Menu
Busca terça, 18 de maio de 2021
(67) 99647-9098
TJMS - maio21
Brasil

Thor comprou meu silêncio e depois me traiu, afirma tia de vítima

18 maio 2013 - 12h52Nicson Olivier/Folhapress

"Me senti traída. Tirei o peso de cima dele e ele jogou para cima de mim. Matou meu filho e agora quer me matar."

Os ataques são desferidos por Maria Vicentina Pereira, 50, mãe de criação e tia biológica do ciclista atropelado e morto em março de 2012 por Thor Batista, filho do empresário Eike Batista.

Vicentina acusa Thor de quebrar o contrato de confidencialidade que impedia ambas as partes de divulgar o valor do acordo de indenização pela morte de Wanderson Pereira dos Santos, 30.

O número, R$ 1 milhão, veio à tona após depoimento de Thor à Justiça, cujos trechos foram divulgados pelo Ministério Público.

A família queria manter o acerto em segredo alegando questões de segurança.

"Ele comprou o nosso silêncio e, depois, nos traiu", disse ao jornal Folha de São Paulo Vicentina, que criou o rapaz desde os 4 anos, quando sua mãe o abandonou, segundo ela.

A ideia de preservar o sigilo partiu da defesa da família da vítima, que propôs uma cláusula de confidencialidade no documento assinado por ambas as partes.

O motivo, segundo a defesa, é que a família vive numa área controlada por milícia em Duque de Caxias (RJ).

"Ele tirou a minha paz, o meu sossego. Quem olha acha que estamos nadando em dinheiro. Isso não é verdade", afirmou Vicentina.

Ela conta que comprou com o dinheiro da indenização uma casa no mesmo bairro onde já vivia para morar com seus três filhos naturais. A ela, coube R$ 315 mil de um valor total de R$ 1 milhão.

Ameaças
Após a imprensa noticiar o acordo financeiro, diz, sua irmã, que mora na mesma região, recebeu telefonemas com ameaças e pedidos para entregar parte do dinheiro.

Apesar de seu advogado ter proposto o acordo, a tia do rapaz diz que não agiu pensando na questão financeira.

"A vida de uma pessoa ninguém paga. Não tem dinheiro que cubra isso. Mas é um direito da família receber."

Segundo ela, a família manteve o mesmo padrão de vida depois da indenização. Vicentina afirma que mantém seu emprego de gari, ganhando R$ 850 por mês.

Cristina dos Santos Gonçalves, 50, mulher de Wanderson, com quem conviveu por cinco anos até sua morte, conta que também permaneceu no mesmo trabalho como faxineira, no qual ganha um salário mínimo.

"A sensação é que a gente está se humilhando, de que a pessoa está comprando a gente", disse, sobre o acerto.

Ela também recebeu R$ 315 mil. Um amigo que prestou auxílio financeiro à família após a morte de Wanderson ficou com R$ 100 mil. O restante, R$ 270 mil, foi para o advogado da família, Cleber Carvalho Rumbelsperger.

Nova indenização
Após divulgar que iria propor indenização adicional de R$ 1 milhão por danos morais, Rumbelsperger recalculou os valores.

Ele vai pedir agora R$ 3 milhões (divididos igualmente entre Vicentina, Cristina e o amigo da família) e R$ 500 mil por quebra do acordo.

O advogado quer ainda pedir indenização ao Estado, uma vez que a Promotoria divulgou o depoimento.

Via Folha

Girafa

Deixe seu Comentário

Leia Também

Brasil
Vídeo mostra desespero de amigos após queda de MC Kevin
Brasil
É Golpe: Link no WhatsApp promete celular de graça na Amazon
Saúde
Covid: Ministério distribuirá mais 6,4 milhões de doses de vacinas
Brasil
Vídeo: Mc Kevin teria caído ao tentar fugir de "flagra" da esposa, diz modelo
Brasil
MC Kevin morre após cair do 11º andar de hotel
Brasil
Ricardo Nunes assume prefeitura de SP definitivamente
Brasil
Caixa inicia pagamento da 2ª parcela do auxílio; confira o calendário
Brasil
Aos 41 anos, morre Bruno Covas, prefeito de São de Paulo
Brasil
Morre Eva Wilma, aos 87 anos, vítima de câncer no ovário
Brasil
Covid: Brasil tem 15,5 milhões de casos acumulados e 434,7 mil mortes

Mais Lidas

Polícia
Jacaré é capturado dando 'rolê' em cidade de MS
Internacional
Estados Unidos inicia vacinação contra a Covid-19 em Nova York
Polícia
Morador de rua tenta matar desafeto a pauladas no interior do Estado
Polícia
Briga por capacete acaba em tentativa de homicídio