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Thor comprou meu silêncio e depois me traiu, afirma tia de vítima

18 maio 2013 - 12h52Nicson Olivier/Folhapress

"Me senti traída. Tirei o peso de cima dele e ele jogou para cima de mim. Matou meu filho e agora quer me matar."

Os ataques são desferidos por Maria Vicentina Pereira, 50, mãe de criação e tia biológica do ciclista atropelado e morto em março de 2012 por Thor Batista, filho do empresário Eike Batista.

Vicentina acusa Thor de quebrar o contrato de confidencialidade que impedia ambas as partes de divulgar o valor do acordo de indenização pela morte de Wanderson Pereira dos Santos, 30.

O número, R$ 1 milhão, veio à tona após depoimento de Thor à Justiça, cujos trechos foram divulgados pelo Ministério Público.

A família queria manter o acerto em segredo alegando questões de segurança.

"Ele comprou o nosso silêncio e, depois, nos traiu", disse ao jornal Folha de São Paulo Vicentina, que criou o rapaz desde os 4 anos, quando sua mãe o abandonou, segundo ela.

A ideia de preservar o sigilo partiu da defesa da família da vítima, que propôs uma cláusula de confidencialidade no documento assinado por ambas as partes.

O motivo, segundo a defesa, é que a família vive numa área controlada por milícia em Duque de Caxias (RJ).

"Ele tirou a minha paz, o meu sossego. Quem olha acha que estamos nadando em dinheiro. Isso não é verdade", afirmou Vicentina.

Ela conta que comprou com o dinheiro da indenização uma casa no mesmo bairro onde já vivia para morar com seus três filhos naturais. A ela, coube R$ 315 mil de um valor total de R$ 1 milhão.

Ameaças
Após a imprensa noticiar o acordo financeiro, diz, sua irmã, que mora na mesma região, recebeu telefonemas com ameaças e pedidos para entregar parte do dinheiro.

Apesar de seu advogado ter proposto o acordo, a tia do rapaz diz que não agiu pensando na questão financeira.

"A vida de uma pessoa ninguém paga. Não tem dinheiro que cubra isso. Mas é um direito da família receber."

Segundo ela, a família manteve o mesmo padrão de vida depois da indenização. Vicentina afirma que mantém seu emprego de gari, ganhando R$ 850 por mês.

Cristina dos Santos Gonçalves, 50, mulher de Wanderson, com quem conviveu por cinco anos até sua morte, conta que também permaneceu no mesmo trabalho como faxineira, no qual ganha um salário mínimo.

"A sensação é que a gente está se humilhando, de que a pessoa está comprando a gente", disse, sobre o acerto.

Ela também recebeu R$ 315 mil. Um amigo que prestou auxílio financeiro à família após a morte de Wanderson ficou com R$ 100 mil. O restante, R$ 270 mil, foi para o advogado da família, Cleber Carvalho Rumbelsperger.

Nova indenização
Após divulgar que iria propor indenização adicional de R$ 1 milhão por danos morais, Rumbelsperger recalculou os valores.

Ele vai pedir agora R$ 3 milhões (divididos igualmente entre Vicentina, Cristina e o amigo da família) e R$ 500 mil por quebra do acordo.

O advogado quer ainda pedir indenização ao Estado, uma vez que a Promotoria divulgou o depoimento.

Via Folha

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