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Vereador acusado de homofobia deve ser julgado após suspensão partidária

Parlamentar foi afastado por 60 dias pelo partido após acusação

02 agosto 2021 - 17h26Mériele Oliveira, com informações da CNN Brasil

O vereador Paulo Eduardo Gomes, do PSOL, será julgado pela Comissão de Ética da Câmara de Niterói, depois de ser acusado de homofobia pela vereadora Verônica Lima, do PT, e posteriormente afastado por 60 dias pelo próprio partido, entretanto, ainda não há previsão para início do processo.

O caso teria ocorrido em uma sessão da Câmara de Niterói, há aproximadamente um mês, quando, em uma discussão acalorada, Paulo teria dito à colega - que é lésbica - de forma agressiva, que  se a vereadora “quer ser homem”, e que então “a trataria como homem” e, de acordo com relatos, se dirigiu de forma brusca à Verônica, precisando ser contido por outros colegas.

O partido de Paulo Eduardo se manifestou por meio de nota, condenando a postura do vereador e em solidariedade à Verônica Lima.

“Entendemos que o ato praticado pelo vereador Paulo Eduardo Gomes foi racista, lesbofóbico e machista, e que expressa os pilares opressivos, excludentes de racismo e heteronormatividade patriarcal, que asseguram privilégios sócio-históricos e politicamente perpetuados, que precisam ser combatidos. O PSOL Niterói compreende a gravidade das falas e atitudes discriminatórias do vereador que vão contra o programa político e as defesas prioritárias do partido, que afirma o combate às opressões como parte central da luta para a superação do sistema capitalista”.  

No mesmo dia do episódio, o vereador pediu desculpas públicas à colega. “Na sala da presidência, na exaltação de uma discussão, eu cometi um ato absolutamente machista e absolutamente agressivo contra a vereadora Verônica. É imperdoável e não se justifica, para quem há 40 anos milita na defesa de todos os direitos humanos, o que foi cometido na noite de hoje. Quero publicamente pedir desculpas”, disse Paulo Eduardo. 

Verônica também fez uso da palavra e disse que “não basta ir à parada do orgulho LGBTQ e achar que isso é uma credencial e um compromisso verdadeiro de luta”. A parlamentar também disse que em outras ocasiões também foi perseguida e hostilizada por Paulo Eduardo.

O caso também foi registrado na Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) da cidade.  

 

 

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