O secretário de Estado da Casa Civil, Walter Carneiro, afirmou que o decreto publicado pelo governo estadual com novas regras de controle de gastos para 2026 integra uma política permanente de austeridade e não se trata de medida isolada. “Isso é para trazer qualidade no gasto e no recurso público. É uma diretriz do governador que a gente faça um enfrentamento de redução de despesas permanentemente, enfrentando custeio, enfrentando contrato, enfrentando nomeação de novos servidores”, explicou para a reportagem.
Segundo ele, a iniciativa ganha peso por se tratar do último ano da atual gestão. “Trata-se de uma política que passa a ser permanente, principalmente em razão de nós estarmos também em um ano de encerramento de governo, de encerramento de mandato”. O secretário esclareceu que as medidas estão previstas para valer dentro do exercício financeiro de 2026.
Walter reforçou que o foco central é preservar a capacidade de investimento do Estado, mesmo com a contenção no custeio. “São medidas administrativas que buscam racionalizar o controle de gastos, para que a gente tenha efetividade nos resultados que o governador quer manter, que são os investimentos pactuados como no programa MS Ativo. Então, para poder manter os desembolsos de recursos em investimentos, o governo ataca a redução de despesas”, afirmou.
Ele também destacou a necessidade de manter a organização fiscal no fechamento do ciclo administrativo. “A política que o Estado reeditou é no sentido de manter a capacidade de investimento e já olhando o encerramento do exercício financeiro. A gente tem que estar com a gestão financeira organizada, principalmente para atender a Lei de Responsabilidade Fiscal”, pontuou.
Sobre a nota B na Capacidade de Pagamento (CAPAG), avaliação do Tesouro Nacional que influencia a contratação de empréstimos com aval da União, o secretário disse que a meta é preservar o indicador. “Todas essas decisões são para tentar manter o indicador de CAPAG-B, que é a capacidade de pagamento que o Estado tem. O CAPAG-B é um indicador muito positivo, porque o Estado não fica engessado, ele tem uma série de condições de fazer investimentos”, afirmou.
Walter ainda avaliou o desempenho das secretarias após reuniões individuais realizadas pelo governador nas últimas semanas. Segundo ele, não há situação preocupante. “Na maioria das secretarias o desempenho é bom. Todos assinam mais de 80% das entregas que foram pactuadas”, disse.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

Governo de MS investiga fraude no programa Mais Social e exonera servidora

Assassinato brutal de mulher no Los Angeles: réus são absolvidos e crime fica impune

Justiça concede medida protetiva a menina estuprada por pastor com cargo na prefeitura

Hospital Universitário faz apelo por doação de leite humano em Campo Grande

Atropelada por carro, jovem de MS tenta recuperar vida autônoma com prótese de R$ 100 mil

Nova lei em MS prevê ações contra racismo religioso

Seminário em Campo Grande vai debater litigância abusiva no Poder Judiciário

Acusados de matar mulher com golpes de faca enfrentam Tribunal do Júri em Campo Grande

Campo Grande planta novas figueiras na Avenida Mato Grosso para preservar identidade da cidade


Walter Carneiro, secretário de Estado da Casa Civil (Afranio Pissini/Ascom)



