O gaúcho toma no chimarrão. O carioca bebe gelado, nas praias. No Paraná, muitos são adeptos do chá quente. Em comum, o hábito de consumir o mate, que reúne uma extensa cadeia produtiva liderada pelos municípios do sul paranaense. Nos dias 16 e 17 de dezembro, a erva-mate foi tema de um evento online promovido pelo Sebrae/PR, Cogemate (Conselho Gestor da Erva Mate do Vale do Iguaçu) e a região turística Sul do Paraná. O Mate Experience adotou uma programação multicultural que envolveu tendências, inovações, gastronomia e turismo. A região detém, ainda, a única Indicação Geográfica (IG) para a erva-mate no Brasil.
O Mate Experience procurou gerar novas percepções. A programação reuniu 28 especialistas renomados e experiências para os apreciadores de erva-mate, na inovação e tecnologia, culinária, arte, saúde e bem-estar. Foram mais de 500 inscritos de vários Estados, e mais de 4 mil visualizações, somados os canais do Sebrae Digital e do Mate Experience, no Youtube, nos dois dias do evento.
Cesar Giovani Colini, gerente da Regional Sul do Sebrae/PR, mostra-se satisfeito com o alcance do Mate Experience, que busca reposicionar o setor e que ganhará uma nova edição em 2021.
“A cadeia produtiva da erva-mate é importante economicamente para o Paraná, maior produtor nacional. E os nove municípios do Sul do Estado produzem 62% desse volume. Queremos reposicionar a erva-mate, com inovação, com a gastronomia e novas experiências que agregam valor”, resume Cesar.
Todos os conteúdos foram exibidos e continuam disponíveis nos canais do Sebrae Digital e do Mate Experience na internet (matexp.com.br). O site do evento também foi idealizado para proporcionar novos negócios e mostrar a versatilidade da erva-mate.
Norberto Ortigara, secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, participou de um painel sobre o futuro da cadeia produtiva da erva-mate no segundo dia do evento. Ele destacou que há 110 indústrias que trabalham com a erva-mate no Estado e citou dados de 2019, com a produção de 547 mil toneladas, sendo estas 315 mil oriundas da extração de plantas nativas. A cultura gerou cerca de R$ 657 milhões nas propriedades rurais paranaenses no ano passado.
“Temos visto boas experiências no Brasil e no mundo da erva-mate como planta fornecedora de elementos essenciais para novas aplicações. É importante que se cultive o hábito de conquistar novos consumidores, pela diversificação do uso e pela facilidade com que se apresentam essas novas formas. Tudo isso só enriquece a cadeia”, comentou Ortigara.
MATE – Multicultura e Arte
A programação teve c rso fotográfico, participação de artistas da região Sul do Paraná e também dois episódios do quadro “Erva-mate: por dentro da história e da tradição”, com o jornalista e escritor gaúcho Eduardo Bueno, o Peninha, e os convidados André Zampier (produtor cultural e empresário, de Curitiba) e a turismóloga Daiane Scolaro, vice-presidente da Associação de Turismo e Meio Ambiente do Vale do Iguaçu (Atema).
Eduardo Bueno destacou que a erva-mate foi a primeira riqueza a ser comercializada pelo Paraná, no século 18.
“A história é viva, pulsa, explica de onde viemos e para onde vamos. Não é um orgulho vazio, nem agressivo. É um orgulho construtivo, verdadeiro, o Sul do Paraná é a pátria da erva-mate”, ratificou Peninha.
MATE – T de Tecnologia
Nos dois dias do evento, painéis com convidados discutiram o impacto das novas tecnologias na cadeia produtiva da erva-mate. Renomados futuristas apresentaram visões e tendências e responderam a perguntas de especialistas do setor, em conversas dinâmicas e esclarec
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