Com o fim do ano batendo na porta, é comum que as pessoas soltem fogos de artifícios para comemorar o novo ano que se inicia, no entanto, vale lembrar que muitos animais e pessoas sofrem com os efeitos sonoros causados pelo uso de artefatos pirotécnicos.
É o caso das araras-canindés, monitoradas pelo Instituto Arara Azul, na Capital. Hoje a população de araras é estimada em cerca de 700 criaturas; muitos destas fogem das cidades para buscar refúgio em lugares mais tranquilos na tradicional queima de fogos.
A bióloga Larissa Tinoco, do Instituto, lamenta que ainda seja usado fogos com efeitos sonoros. “Hoje existe os fogos silenciosos que podem ser substituídos. As pessoas precisam mudar essa atitude sabendo que não faz bem tantos animais e pessoas”, ressaltou, lembrando que muitos animais morrem devido ao alto barulho.
Além disso, Larissa afirmou que muitos idosos e pessoas com transtorno de espectro autista (TEA) sofrem nesta data devido à ansiedade e com os estampidos.
Em Campo Grande, há em vigor um decreto (13.679) que determinou, em 2018, a proibição do uso de artefatos pirotécnicos em eventos organizados pela Prefeitura Municipal da Capital. Em agosto de 2019 foi aprovada pela Câmara Municipal um projeto de lei complementar, que proíbe o uso de fogos de artifício e de quaisquer artefatos pirotécnicos com emissão sonora em toda a cidade. No entanto, a lei ainda não foi sancionada pelo prefeito da Capital.
Em entrevista ao JD1 Notícias, o vereador veterinário Francisco (PSB), alertou os donos de pets como amenizar o estresse causado pelos efeitos sonoros dos fogos de artifícios. "Uma maneira é deixar aparelhos de TV ou rádio ligados para tentar disfarçar o volume dos fogos e manter o ambiente mais acolhedor aos animais. As janelas devem ser mantidas fechadas e, para aqueles que moram em apartamentos, coloque redes de proteção nas janelas", ressaltou.
"Para aqueles que moram em casa, mantenham a porta que dá acesso à rua fechada para evitar que o seu animalzinho fuja e possa, eventualmente, ser atropelado. O "pai ou a mãe"dos pets tem que transmitir tranquilidade e carinho para amenizar assim o estado de ansiedade e em hipótese alguma administrar calmantes para os pets", finalizou o veterinário.
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Casal de arara-canindé (Chico Ribeiro)



