Uma queimada de grandes proporções que destruiu cerca de 600 hectares em Porto Murtinho entrou na mira do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, após indícios de uso irregular do fogo em área rural. O caso é investigado por possíveis danos ambientais e descumprimento da legislação.
O foco da apuração está no fato de o incêndio ter ocorrido sem autorização ambiental e em período proibitivo, o que pode agravar a responsabilização. A suspeita é de que o fogo tenha começado em uma fazenda e se espalhado para propriedades vizinhas, ampliando os prejuízos.
Levantamentos técnicos apontam que as chamas atingiram áreas de vegetação nativa e pastagens, ultrapassando os limites da propriedade de origem. Parte do dano também foi registrada em fazenda vizinha, evidenciando que o incêndio saiu do controle.
Relatórios ambientais indicam ainda que não houve medidas eficazes para conter o avanço do fogo. Imagens de satélite e vistorias em campo confirmaram a extensão da área atingida, incluindo regiões protegidas, o que reforça a gravidade do caso.
Diante das irregularidades, o órgão ambiental aplicou multas que somam mais de R$ 4 milhões. O MPMS instaurou inquérito civil para apurar responsabilidades e pode adotar medidas para reparação dos danos e responsabilização dos envolvidos.
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