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Você sabe a origem de alguns ditados populares? O JD1 te conta!

Confira o significado de 15 expressões mais faladas pelos brasileiros

04 março 2023 - 13h42Brenda Leitte    atualizado em 04/03/2023 às 13h58

Existem algumas expressões populares que fazem parte do dia a dia do brasileiro e que, na maioria das vezes, as pessoas nem imagina como surgiram e nem o que significam. Um bom exemplo dessas expressões populares, são aquelas que têm um dublo sentido, um significado oculto por trás das palavras e que se referem a coisas que só quem nasceu no Brasil entendem.

“Fazer uma vaquinha”, “terminar em pizza”, “a cobra vai fumar”, são apenas algumas das expressões que o JD1 listou abaixo. Muitas dessas expressões populares têm sentidos bem conhecidos, mas que pouca gente sabe como surgiram. É isso que vamos descobrir hoje. Confira 15 delas:

Fazer vaquinha - Como todo bom brasileiro, essa é uma das expressões populares que mais devem fazer parte de sua vida. Mas, esse não é um ditado atual. Significa juntar dinheiro com a ajuda de várias pessoas.

A expressão foi criada pela torcida do Vasco, na década 20, quando os torcedores arrecadavam dinheiro para distribuir entre os jogadores, caso vencessem o jogo com um placar histórico. O valor era inspirado em números do jogo do bicho. A vaca era o número representava o maior valor de dinheiro, snedo o prêmio mais cobiçado pelos atletas.

Paredes têm ouvidos - Uma das expressões populares bastante usadas no Brasil, dizer que as paredes têm ouvidos quer dizer que alguém pode estar ouvindo a conversa. Em alemão, francês e chinês existe ditados bem parecidos com este e com o mesmo sentido, como “as paredes têm ratos e ratos têm ouvidos”.

Há quem diga também que essa foi uma expressão usada para se referir à rainha Catarina de Médicis, esposa do rei da França Henrique II, que chegou a fazer furos nas paredes do palácio para ouvir o que as pessoas das quais suspeitava estavam dizendo.

Custar os olhos da cara - Esta expressão é dita para se referir a preços muito caros e inacessíveis. De maneira resumida, um costume bárbaro de tempos muito antigos deu início ao uso dessa expressão. Consistia em arrancar os olhos de governantes depostos, de prisioneiros de guerra e de pessoas que, por serem influentes, ameaçavam a estabilidade dos novos ocupantes do poder.

Desse modo, pagar alguma coisa com a perda da visão se tornou sinônimo de custo excessivo, que ninguém poderia pagar.

Pensando na morte da bezerra - A expressão se refere a estar pensativo ou desligado. Sua origem encontra-se na religião. Antigamente, o bezerro era adorado pelos hebreus quando se afastavam de sua religião e, em outras ocasiões, sacrificados a Deus num altar.

Quando Absalão, por não ter mais bezerros, resolveu sacrificar uma bezerra, seu filho menor, que tinha grande carinho pelo animal, se opôs. Em vão. A bezerra foi oferecida aos céus e o menino passou o resto da vida sentado do lado do altar “pensando na morte da bezerra”.

Onde o Judas perdeu as botas - O ditado popular se refere a um lugar longe, distante, inacessível. Segundo a bíblia, depois de trair Jesus e receber 30 moedas de prata, Judas caiu em depressão e culpa, vindo a se suicidar enforcado numa árvore.

Acontece que ele se matou sem as botas. E as moedas não foram encontradas com ele. Logo os soldados partiram em busca das botas de Judas, onde, provavelmente, estaria o dinheiro.

Segurar vela - Essa expressão tem um sentido não muito feliz para os que ocupam a função em questão. O significado é de estar entre casais, mas estando solteiro, apenas olhando.

A origem da expressão é francesa e se refere a uma situação inusitada e constrangedora que ocorria no passado. Os serviçais eram obrigados a segurarem candeeiros ou velas para seus patrões, enquanto eles mantinham relações sexuais.

É do Tempo do Onça - Ela é dita para se referir a um tempo muito antigo e que mantinha certas tradições próprias da época, que não existem mais.

Em suma, essa frase é da época do capitão Luís Vahia Monteiro, governador do Rio de Janeiro de 1725 a 1732. Seu apelido era Onça. Numa carta que escreveu ao rei Dom João VI, Onça declarou que “Nesta terra todos roubam, só eu não roubo”.

Santo do pau oco - A expressão vem do Brasil colonial, quando os impostos sobre o outro e sobre as pedras preciosas eram muito altos. Então, para enganar a coroa, os mineradores escondiam parte de suas riquezas em santos que tinha abertura na madeira e o fundo oco.

Dessa forma, eles podiam passar pelas Casas de Fundição sem pagar impostos abusivos, já que ninguém dava importância ao santo que estava sendo carregado. Por causa disso, a expressão “santo do pau oco” virou sinônimo de falsidade e de hipocrisia.

Tirar o cavalinho da chuva - A expressão significa desistir de alguma coisa, abandonar pretensões, perder as ilusões. No século XIX, quando o anfitrião estava contente com a presença do seu visitante e queria que este ficasse por mais tempo, ele lhe dizia para "tirar o cavalo da chuva" e colocá-lo num lugar mais protegido.

Com o passar do tempo, a expressão ganhou um sentido mais amplo, e significa desistir de um propósito. O cavalo ganhou também o diminutivo, que é uma marca de ironia na expressão.

Rodar a baiana - Quem nunca? A expressão quer dizer dá um escândalo em público, e teria se originado nos blocos de Carnaval do Rio de Janeiro no início do século XX.

Dizem que nessa época, alguns malandros aproveitavam a folia para dar beliscões no bumbum das moças dos desfiles até que capoeiristas passaram a se fantasiar de baianas para proteger as garotas do assédio. Daí, quando algum engraçadinho avançava o sinal, levava um golpe de capoeira e só viam a “baiana rodar”.

Pôr a mão no fogo - Esse era um tipo de tortura praticada na época da inquisição da Igreja Católica. Quem pegava esse tipo de castigo por heresia tinha a mão envolvida em estopa e era obrigado a andar alguns metros segurando um ferro aquecido.

Depois de 3 dias, a estopa era arrancada e a mão do “herege” era examinada: se ainda estivesse queimada, o destino era a forca. No entanto, se estivesse ilesa, era porque a pessoa era inocente (o que nunca acontecia, né?). É por causa disso que colocar a mão no fogo virou uma espécie de atestado de confiança.

Casa da Mãe Joana - A origem da expressão ‘casa da mãe Joana’ nos remete à história de Joana, rainha de Nápoles e condessa de Provença que viveu na Idade Média entre os anos de 1326 e 1382.

De fato, aos 21 anos de idade, a rainha Joana elaborou uma curiosa lei, a qual regulamentava o funcionamento de todos os bordéis da cidade de Avi0,gnon, França, onde passou a viver após ter sido acusada de uma conspiração em Nápoles contra a vida de seu marido. Diante disso, em Portugal surgiu a expressão ‘paço da mãe joana’, usada como sinônimo de prostíbulo, onde reina a bagunça e a desordem.

Nem que a vaca tussa - A expressão significa que algo não tem nenhuma chance de acontecer. Ela se baseia na crença de que seria impossível uma vaca tossir. É semelhante a dizer que algo será feito no dia de “São Nunca”. Sua origem se dá no fato de que os humanos espirram com muito mais frequência que os bovinos.

Arroz de festa - A expressão se refere ao arroz doce, que durante o século 14 era uma sobremesa praticamente obrigatória nas festas, tanto para portugueses quanto para brasileiros. Não demorou muito para a expressão ser usada para se referir àquelas pessoas que não perdem uma “boca-livre”.

Terminar em pizza - O termo quer dizer que alguma coisa errada vai ficar sem punição e também teve origem no futebol, mais exatamente na década de 60. Nessa época, um dos dirigentes do Palmeiras estava há 14h em uma reunião sobre assuntos do time quando a fome bateu e o encontro “sério”, acabou em uma pizzaria.

Foi um jornalista esportivo, chamado Milton Peruzzi, que acompanhava a reunião pelo Gazeta Esportiva, que usou a expressão pela primeira vez na manchete: “Crise do Palmeiras termina em pizza”. O termo passou a ser bastante associado à política em 1992, com o impeachment do ex-presidente Fernando Collor e nunca mais saiu da boca do povo.

 

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