A Fórmula 1 e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) confirmaram, oficialmente, nesta sexta-feira (7), a entrada da Cadillac como a 11ª equipe do grid, a partir de 2026.
O princípio de acordo entre a General Motors (GM) e a TWG Motorsports já havia sido anunciado em novembro de 2024, mas ainda dependia da aprovação formal da competição.
Agora, a escuderia foi oficialmente autorizada a ingressar na F1, após a conclusão das avaliações esportivas, técnicas e comerciais por parte da FIA e da Fórmula 1.
A notícia foi celebrada por Mohammed ben Sulayem, presidente da FIA, que destacou o caráter transformador da entrada da Cadillac. Segundo ele, a equipe foi a única entre sete candidatas a atender a todos os requisitos necessários para a aprovação.
"O dia de hoje marca um momento de transformação para a Fórmula 1. A entrada da GM/Cadillac fortalece nossa missão de expandir os limites do automobilismo no mais alto nível", afirmou.
A entrada da escuderia coincide com a implementação dos novos regulamentos técnicos e de motores que serão adotados pela F1 a partir de 2026, uma das maiores mudanças na história recente da categoria. Os carros serão menores, mais rápidos e mais sustentáveis, com o DRS sendo substituído por um dispositivo manual de ultrapassagem.
A Cadillac, divisão de luxo da General Motors, terá como parceira a TWG Motorsports, que já controla as operações da equipe Andretti em outras categorias, como a Fórmula Indy e a Fórmula E.
A escuderia norte-americana trabalhará em estreita colaboração com a Andretti, com Mario Andretti, campeão mundial de F1 em 1978, atuando como diretor da nova equipe.
Inicialmente, a GM havia planejado ingressar na F1 com a marca Andretti, mas a candidatura foi rejeitada pela F1 em janeiro de 2024, apesar de já contar com o aval da FIA. Com a mudança de comando na Andretti Global, a candidatura ganhou novo impulso, agora com a Cadillac como nome da equipe.
A Cadillac já planeja um forte investimento para sua estreia na Fórmula 1. Em fevereiro deste ano, documentos da cidade de Concord, na Carolina do Norte, revelaram que a equipe pretende investir entre 140 e 155 milhões de dólares (cerca de R$ 809 a 896 milhões) para a construção de uma nova fábrica.
A instalação abrigará dois projetos principais, incluindo o desenvolvimento de motores. Embora a Cadillac utilize unidades de potência da Ferrari em sua estreia, a intenção é desenvolver seus próprios motores até 2028, com um investimento de 75 a 85 milhões de dólares (aproximadamente R$ 433 a 491 milhões) para este projeto.
Pilotos e futuro da equipe
Ainda não foram definidos os pilotos da Cadillac para a temporada de 2026, mas Mario Andretti indicou que a prioridade será contratar um piloto norte-americano, com o jovem Colton Herta, de 24 anos, sendo o mais cotado para a vaga.
A outra posição será preenchida por um piloto mais experiente. A definição dos pilotos deve acontecer no meio do ano.
A temporada de 2026 marcará a volta de 11 equipes no grid da F1, a primeira vez desde 2016 que a categoria contará com essa quantidade de escuderias.
Com a entrada da Cadillac, a F1 passa a contar com duas equipes dos Estados Unidos, já que a Haas, a última a ingressar na categoria, também é baseada no país.
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Simulação do carro da GM/Cadillac na F1, a partir da temporada 2026 (Divulgação)



