A Justiça brasileira permitiu a quatro torcedores assistirem a um jogo que inicialmente ocorreria com portões fechados, mas na esfera esportiva a questão não é tão clara assim. O Corinthians tentou convencer seus fãs a não entrarem no Pacaembu e diz que foi a Polícia Militar quem atendeu a demanda jurídica, mas o representante da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) deixou o estádio dizendo que a responsabilidade é do clube brasileiro.
“A Conmebol não sabia que haveria torcedores do Corinthians aqui. Soubemos quando começou o jogo. Eu não recebi papel nenhum antes da partida. O Corinthians é o responsável. Se pode ser punido? Não sei. Vamos ver, não tive acesso às liminares”, disse Francisco Brites, delegado designado pela entidade sul-americana para o jogo contra o Millonarios.
Só que esta não é a única versão para o caso. A confusão começou quando o grupo, que conseguiu uma decisão favorável na Justiça brasileira nesta quarta, chegou ao estádio. Eles tentaram entrar pelo portão 23 e foram encaminhados à ouvidoria do Pacaembu, onde encontraram os advogados do Corinthians.
Na sala fechada, ouviram do clube que sua entrada, embora legal, poderia atrapalhar o clube, que prepara sua defesa na Conmebol quanto à punição dos portões fechados. Os torcedores não ficaram satisfeitos e decidiram entrar no estádio mesmo assim. Com o mandado em mãos, a Polícia Militar era obrigada a atendê-los.
“A Polícia virou para a gente e falou: ‘Olha, eu recebi a liminar e tenho de colocar para dentro’. Agora, pelo Corinthians eles não entrariam. Vamos ver com a Conmebol. O Corinthians externou para a Conmebol a posição de que, pelo clube, eles não entrariam. A Conmebol disse que [por ela] também não. A Polícia disse: ‘vou por para dentro’”, explicou Luiz Felipe Santoro, advogado do Corinthians.
As duas versões são conflitantes e deixam uma incerteza no ar. O Corinthians defende que não deve ser punido pela entrada dos quatro torcedores, mas admite que pode vir a sê-lo, dependendo da leitura que a Conmebol fizer do caso. Em último caso, o clube poderia ainda ser prejudicado em seu processo que será julgado pelo Tribunal da entidade.
Questionado pela reportagem sobre a postura da Conmebol, que sustenta que a responsabilidade pelos torcedores que entraram é do clube, Santoro se surpreendeu. “Ficou bem claro ali para eles. Quando a Polícia falou ‘vou cumprir’, o Corinthians falou: ‘Espera, vamos na Conmebol’. O chefe da policiamento foi lá e o clube falou: ‘Por mim não entra’. Não sei por que ele deu essa declaração”, disse o advogado.
Daqui em diante, a situação pode ficar ainda mais complicada para o Corinthians. Diante do êxito dos quatro torcedores da última quarta, a tendência é que outros sigam o mesmo caminho para tentarem acompanhar os outros jogos do clube pela Libertadores, nos quais ele teria de atuar com portões fechados. Os cartolas alvinegros apelam pelo contrário.
“Peço pelo amor de Deus que os corintianos não façam mais isso. A gente não sabe como isso vai ser recebido pela Conmebol, pelo Tribunal. Os torcedores conseguiram uma liminar na Justiça, mas a Conmebol lida com a parte desportiva”, disse Roberto de Andrade, diretor de futebol do Corinthians.
Via Uol
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