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Corinthians e Grêmio fazem jogo tenso e começam mata-mata com 0 a 0

26 setembro 2013 - 10h33Via Uol
Corinthians e Grêmio comprovaram as respectivas más fases e fizeram um jogo duro, tenso e bastante disputado, mas muito aquém do primor técnico que se poderia esperar de dois dos elencos mais caros do país. Na primeira partida das quartas da Copa do Brasil, os dois times ficaram no 0 a 0 na noite gelada do Pacaembu e deixaram a definição da vaga para o segundo duelo, em Porto Alegre.

Na volta, qualquer vencedor avança automaticamente à semifinal. Um novo 0 a 0 leva à decisão por pênaltis, e o empate com gols deixa o Corinthians com a vaga. A pequena vantagem de não ter sido vazado em casa, a terceira possível, na escala de Tite, não deve ter sido bem digerida pelo torcedor alvinegro, que segue sem vitórias há sete partidas.

Segundo pior ataque do Campeonato Brasileiro, o Corinthians enfrentaria uma retranca de três zagueiros e três volantes. A receita de Tite foi voltar às raízes, a 2012. Douglas, Danilo, Emerson e Guerrero, base que chegou como titular ao Mundial do ano passado, foram escalados para a dura missão de fazer gols, depois de terem balançado a rede uma vez em seis partidas.

Em cima da hora, a missão ficou ligeiramente mais simples. Saimon, que faria o trio tricolor com Bressan e Rhodolfo, não se recuperou de uma virose e foi cortado. Renato Gaúcho, então, surpreendeu e colocou Vargas em campo, arriscando um 4-3-3.

A mudança foi pouco sensível em campo. Carente de um meio-campo mais qualificado, o Grêmio apostou na retranca mesmo sem os três zagueiros. A sorte do torcedor corintiano é que, na gangorra do time atual, esta quarta foi um dia positivo.

Emerson, que vinha em baixa, jogou como não fazia desde a Recopa, quando decidiu o título diante do São Paulo. Guerrero, enfiado entre os zagueiros, era sempre a melhor opção para passe. E Douglas esteve mais uma vez lúcido no meio corintiano, mesmo sem brilhar. A exceção foi Danilo, que novamente errou passes e se movimentou pouco.

Mesmo sem o camisa 20 em alta, o Corinthians foi melhor no primeiro tempo. Só Guerrero mandou a bola duas vezes para as redes de Dida. Na primeira, ele chutou quando o jogo já havia sido paralisado pelo árbitro. Na segunda, aproveitou-se de um erro de posicionamento dos gaúchos e só não marcou porque o trio de arbitragem vacilou, marcando um impedimento que não existiu.

Para quem estava no estádio e não tinha a informação da televisão, o gol anulado foi menos incômodo que a série de faltas do Grêmio, que truncou o jogo sempre que pôde, muitas vezes com violência. O trio de arbitragem, conivente, deixou algumas infrações passarem e só foi mostrar o primeiro amarelo aos 44 minutos do segundo tempo, em uma falta de Danilo.

O Grêmio não reclamou. Aparentemente satisfeito com o andar do jogo, o time gaúcho só se arriscou no ataque na boa, tentando bolas enfiadas e cruzamentos esporádicos para seu trio de atacantes. Até o intervalo, as estratégias dos dois times não surtiram efeito.

Os dois treinadores perceberam. Renato Gaúcho, sem mexer no time, colocou o Grêmio mais no ataque. Os cruzamentos e as bolas enfiadas em contra-ataques se tornaram mais constantes, e o time gaúcho chegou a assustar Cássio e a torcida em alguns momentos.

Só que o Corinthians também não ignorou o intervalo. Depois de um início calmo demais, o time da casa também foi para o ataque e testou a solidez da defesa do Grêmio. Bressan e Rhodolfo reagiram bem, por vezes com alguma violência excessiva. Guerrero e Emerson não gostaram, e começaram a se irritar em demasia.

Quando o peruano levou o cartão amarelo, Tite aparentemente percebeu o problema, e colocou Pato no lugar de seu camisa 9. A opção disciplinar viraria uma escolha confusa na segunda substituição, quando o homem de ligação, Douglas, foi sacado para a entrada de Romarinho, enquanto Danilo seguiu em campo sem brilhar.

O resultado foi uma caminhada lenta até o apito final, para os dois times. Tite, ao menos, atingiu um de seus três objetivos possíveis. Em entrevista coletiva na última terça, ele explicou que uma vitória larga, um triunfo simples e um empate sem gols seriam os três cenários de vantagem. O técnico ficou com o último, mas terá de ter cuidado na partida de volta.

Corinthians e Grêmio voltam a jogar muito antes disso. O time paulista vem a Campo Grande encarar a Portuguesa, que vendeu seu mando de campo. Já os gaúchos ficam na cidade para o duelo com o São Paulo, no Morumbi.

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