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Corinthians x San José tem clima de protesto e telefonema direto de presídio

11 abril 2013 - 10h35Ricardo Matsukawa/Terra

Corinthians e San José se reencontraram na última quarta-feira, data em que se completaram 48 dias desde a fatídica partida entre os dois, um empate por 0 a 0, pela primeira fase da Copa Libertadores, marcada pela morte de Kevin Douglas Beltrán Espada. O jovem boliviano, 14 anos, foi alvejado por sinalizador disparado por um corintiano e não sobreviveu. Na última noite, no Pacaembu, os times voltaram a se enfrentar, e o extracampo foi de alta importância.

Dentro do gramado, o Corinthians conquistou uma vitória tranquila por 3 a 0 e memória de Kevin foi pouco lembrada, com exceção para faixa exibida pelo time do San José antes do apito inicial. Fora das quatro linhas, o clima foi de protesto por conta dos 12 torcedores que estão detidos em Oruro, na Bolívia, desde a morte do jovem, aguardando por evidências que comprovem ou anulem sua ligação com a tragédia.

Antes da partida, houve manifestação pacífica na Praça Charles Miller reunindo membros de torcidas organizadas e imigrantes bolivianos, que afirmaram ter buscado os corintianos para dar seu apoio. Com a bandeira de seu país e faixa de apoio aos detidos, os estrangeiros posaram para fotos e subiram em carro de som para participar da sequência do protesto.

"A partir de uma desgraça que aconteceu no jogo anterior existem algumas coisas que precisam ser discutidas em público. A primeira é fazer uma homenagem ao Kevin e à família dele. A segunda questão é a indefinição por parte do judiciário boliviano em relação à autoria, o que aconteceu e ao processo penal. Está muito devagar. O que estamos pedindo para as autoridades como comunidade boliviana no Brasil é que funcione logo. Justiça muito demorada muitas vezes é injusta", explicou ao portal Terra Jorge Villegas Pantoja, presidente da Federação dos Residentes Bolivianos.

Pantoja esteve sobre o veículo ao lado de outros líderes da comunidade boliviana, de membros das cúpulas de algumas organizadas do Corinthians e do advogado Ricardo Cabral, que representa a Gaviões da Fiel. Este último foi o responsável por assumir a função de "mestre de cerimônias" da manifestação.

"Já está virando coisa política. Estamos aqui para chamar a atenção do governo. Queremos respeito com os nossos irmãos", avisou o advogado. "Poderia ser um de nós", completou, enquanto ouvia gritos de "vai, Corinthians" e "liberdade". "Estão ferindo todos os tratados e convenções de direitos humanos e a relação entre os países", argumentou.

"Para termos essa manifestação abrimos até a exceção de ter a cor verde. A causa é nobre. Hoje pode, mas é só hoje", disse o advogado, citando a bandeira da Bolívia e arrancando alguns risos dos pouco mais de cem torcedores presentes no local, minutos antes da partida.

Em determinado momento, Cabral pôs seu telefone celular contra o microfone e anunciou que haveria participação de um torcedor que está na Bolívia. Tadeu de Andrade, um dos 12 presos em Oruro, discursou direto da Penitenciária de San Pedro. "Peço que lutem por nós e pela nossa liberdade", afirmou o corintiano. "Tô arrepiado", disse um torcedor na Praça Charles Miller. "Liberta os inocentes!", exclamou outro.

O microfone foi passando pelas mãos de outros líderes de organizadas e comunidade boliviana, além de transmitir a voz de outros corintianos que estão na Bolívia. O único momento que destoou do tom de revolta pacífica foi quando um membro de torcida avisou que estava disposto a "quebrar tudo" se não houvesse mudança na situação até o dia 17 de abril.

Já dentro do Pacaembu, os organizados puxaram gritos de apoio aos detidos em Oruro, cânticos que foram espalhados por meio de folheto distribuído do lado de fora, mas o apoio do restante do estádio foi pouco. Os outros corintianos optaram por ver a equipe construir o 3 a 0 e não se focaram no tema polêmico. Resultado que, segundo avisaram, os 12 detidos acompanhariam direto de Oruro.

Via Terra

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