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Dunga defende time, diz que críticas são pessoais e fala pouco do rival

14 junho 2010 - 17h23AFP
Na última entrevista coletiva antes da estreia do Brasil na Copa do Mundo, o técnico Dunga pouco falou sobre o jogo contra a Coreia do Norte, que será realizado nesta terça-feira, em Joanesburgo. Gastou mais tempo justificando seu método de trabalho e defendendo o grupo que está na África do Sul, muitas vezes com ironia. Um dos principais temas abordados pelos jornalistas foi a opção por treinos fechados às vésperas do primeiro jogo no Mundial. No fim de semana, a imprensa ficou fora das duas atividades realizadas - foram três treinos em Joanesburgo, no total, sem a presença de jornalistas. - Talvez o Rodrigo Paiva (diretor de comunicação da CBF) não tenha falado, por ser muito educado e não querer conflito. Mas não é treino fechado. É treino privado. Porque se quisermos fazer alguma coisa diferente, parar toda hora para treinar algo, acaba atrapalhando. Claro que no jogo tem gente, mas é diferente. Vocês não dizem que o jogador tem que ter criatividade? Então vocês usem a criatividade para escrever também – disse. A questão voltou à pauta em seguida, quando o treinador foi questionado se a seleção padecia de falta de criatividade. Ele usou os números para defender o trabalho. E aproveitou também para criticar a imprensa por ter noticiado que as dores nas costas de Julio Cesar preocupavam - o goleiro se machucou no amistoso contra o Zimbábue e perdeu vários dias de treino em tratamento. Dunga também ressaltou que as críticas são pessoais, feitas para atingi-lo. - Uma equipe que faz cento e poucos gols é criativa. Uma equipe que toma 30 e poucos gols tem equilíbrio. Quando nasci, já ouvia esse assunto de criatividade. As críticas maiores são porque o treino é privado, porque não tem entrevista exclusiva, não tem jantar com cinco ou seis (jornalistas). As críticas são mais em relação ao meu estilo. Não incomodam. Se fosse dar bola para tudo que escrevem... Um dia desses o Julio Cesar estava fora do jogo pela manhã. Depois, foi o melhor do treino da tarde. Eu enlouqueceria. Ficaria com cabelos brancos em um dia – comentou. O clima de confronto com a imprensa foi franco por parte do técnico. O comandante da equipe que tentará o hexa não poupou palavras ao falar da sua relação com os jornalistas. - Desde que nasci existe este confronto entre a imprensa e o técnico da seleção. Existe a liberdade de opinião. Mas eu apanho de manha à noite. Aí, quando eu respondo, dizem que eu sou rancoroso. Mas você leva vantagem. Você tem 24 horas para me bater. Quando respondo, é só um segundo. Mas o rancoroso sou eu. Uma equipe que faz cento e poucos gols é criativa. Uma equipe que toma 30 gols tem equilíbrio. Quando nasci, já ouvia esse assunto de criatividade. As críticas maiores são porque o treino é privado, porque não tem entrevista exclusiva"DungaRusgas e mágoas à parte, o treinador também falou do adversário, ainda que pouco. Para ele, o amplo favoritismo contra os norte-coreanos não deve ser levado em conta. Segundo Dunga, é preciso manter o foco para evitar qualquer tipo de surpresa contra o adversário considerado o mais fraco do Grupo G. Costa do Marfim e Portugal completam a chave. - Temos de entrar concentrados, respeitando a Coreia, jogando no nosso limite para vencer. Treinando, repetindo as jogadas, vamos crescendo a cada treino, a cada jogo. Esperamos fazer uma boa apresentação e vencer – afirmou. Sobre o jogo adversário, foi econômico. - É um time que joga compacto, saindo em velocidade. Tem três jogadores que atuam fora da Coreia do Norte, o que os ajudou muito. "Diria que Inter e Roma têm mentalidade brasileira" Um jornalista italiano tentou definir o perfil da seleção brasileira. Citou alguns jogadores convocados por Dunga que jogam na Itália ao perguntar se o time sofria influencias daquele país, com tradição de jogar retrancado e sair no contra-ataque. O técnico preferiu analisar de outra forma. Vocês não dizem que o jogador tem que ter criatividade? Então vocês usem a criatividade para escrever também"- Eu diria que Inter e Roma têm mentalidade brasileira. Há mais de 40 anos o Inter de Milão não conquistava a Liga dos Campeões (45 exatamente). Ganharam com Julio Cesar, Maicon e Lúcio, nosso capitão. Há quanto tempo o Roma não brigava pelo título do Campeonato Italiano? É tudo uma questão de ponto de vista. Você vê por um lado e eu vejo por outro – respondeu, em italiano. A única pergunta que ele respondeu sem o tom de contra-ataque foi sobre a altitude. Na África do Sul, a seleção vai jogar em duas cidades na primeira fase. Contra Coreia do Norte e Costa do Marfim, em Joanesburgo, que fica a 1.750m acima do nível do mar, e contra Portugal, em Durban, que fica ao nível do mar. Para o treinador, os brasileiros estão bem preparados. - Justamente por isso que chegamos antes para nos adaptarmos. É difícil para quem chega e joga logo em seguida. Sabíamos que teria isso e era preciso nos preparar. Talvez os europeus não esperassem. Mas podemos fazer um amistoso para eles lá na Bolívia para sentirem as dificuldades da altitude (risos). Brasil e Coreia do Norte jogam nesta terça, às 15h30m de Brasília (20h30m no horário sul-africano) no estádio Ellis Park, em Joanesburgo.
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