O sétimo título de nível challenger da carreira - e o segundo em menos de três meses - lhe valeu o prêmio de US$ 18 mil, a volta ao número 116 do ranking e, de quebra, a inédita posição de brasileiro mais bem colocado no ranking internacional. Ele supera assim Thomaz Bellucci, que ainda não estreou na temporada, e Rogério Silva, que defendia o vice do ano passado e não competiu devido a contusão.
"Ser o 1 do Brasil agora é mais um número. O Thomaz vai achar seu melhor ranking com o tempo", admitiu, com humildade. "Mas ao mesmo tempo é um incentivo, acho que nós dois, como o Rogerinho, temos condição de fazer uma grande temporada. Não tem melhor maneira de começar o ano ganhando em casa um torneio de US$ 125 mil, espero que dê um impulso para o restante do ano".
Na partida contra González, um tenista que deve aparecer entre os top 80 no ranking desta segunda-feira, Feijão voltou a mostrar muita consistência no fundo de quadra e soube sair de situações delicadas, como os dois break-points que encarou no quarto game. Depois, quebrou e foi quebrado, mas continuou agressivo até tirar novamente o serviço do colombiano.
Com arquibancada superlotada, Feijão aproveitou o incentivo para novamente tomar a dianteira no segundo set e aí manteve a distância até chegar ao game final. "Foi um momento muito tenso, tive que salvar dois break-points e virei".
Emocionado, Feijão se jogou ao chão e passou a gritar "vamos" diversas vezes, pegando em seguida uma bandeira brasileira para mostrar agradecimento ao público paulistano. Ele havia planejado disputar o qualificatório para o Australian Open na próxima semana, mas a longa viagem e o difícil fuso horário o forçaram a desistir da tentativa.
Ricardo Acioly, treinador do tenista, destacou a evolução e o bom início de ano do tenista que, na primeira rodada, chegou a salvar quatro match-points antes de bater o americano Daniel Kosakowski por 4/6, 7/5 e 6/1: "No tênis tudo pode acontecer, Feijão poderia ter saído na primeira rodada, se safou e foi agarrando suas oportunidades partida a partida. Isso mostra que ele esta evoluindo, amadurecendo, tendo maior equilíbrio. Começar o ano assim anima bastante para seguir trabalhando duro", disse Acioly.
O título de duplas ficou com os alemães Gero Kretschner e Alexander Satschko, ao vencer de virada o colombiano Nicolas Barrientos e o dominicano Victor Estrella, por 4/6, 7/5 e 10-6.Reportar Erro
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