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Finalista pela 3ª vez em 4 anos, Ferguson tem status de craque

28 maio 2011 - 10h28Getty Images

Três decisões europeias em quatro anos é algo realmente para poucos. Especificamente, para seis times: o Real Madrid de Di Stéfano, o Benfica de Eusébio, o Ajax de Cruyff, o Bayern de Beckenbauer, o Milan de Van Basten e a Juventus de Zidane. O Manchester United, campeão de 2008, vice na temporada seguinte e rival do Barcelona neste sábado, é o único cuja principal figura não está dentro de campo. Alex Ferguson não calça chuteiras desde 1974, mas continua decidindo muitas partidas.

"Todas as conquistas do Manchester são por conta desse olhar dele para o futebol, porque ele estuda demais. Conhece os jogadores que possui e isso é algo com o qual ele lida muito bem. Sabe montar um time para cada jogo", resume o pentacampeão mundial Kléberson, comandado por Sir Alex entre 2003 e 2005 e hoje no Atlético-PR, em entrevista exclusiva ao Terra.

Prestes a completar 70 anos, Ferguson tem 25 temporadas à frente do Manchester United e nem por isso perdeu o entusiasmo pelo trabalho. Como poucos treinadores, o escocês consegue transmitir o espírito da vitória para seus jogadores. Ao promover uma série de garotos em 1992, revelou nomes como Ryan Giggs, David Beckham, Paul Scholes e Gary Neville, base da equipe campeã europeia sete anos depois.

Desenvolver jovens jogadores, inclusive, é uma das habilidades mais destacadas de Ferguson, que atravessou diferentes momentos do futebol inglês preservando sua reputação vencedora. "Saí do Brasil muito jovem e dei de cara com um treinador daquele nome, daquela cancha", recorda o agora santista Rodrigo Possebon, ex-jogador do Manchester. "Ele sabe trabalhar com os jovens. Dá liberdade e sabe o momento e como cobrar. Realmente é um monstro, acho que o maior de todos os tempos", acrescenta o volante.

Diferente de 1974, quando virou treinador do escocês East Stirlingshire e deu início à carreira por 70 libras semanais, Ferguson não tem mais o perfil disciplinador que à época impressionava seus comandados. Mais tarde, o atacante Bobby McCulley chegou a dizer: "nunca tive medo de ninguém, mas ele era um bastardo naquele início". Seu trabalho surtiu efeito e, rapidamente, Fergie subiu degraus no futebol escocês. Campeão nacional com o St. Mirren em 1977, levou o Aberdeen à conquista da Recopa Europeia de de 1983.

Mesmo tendo demorado quatro anos para conquistar uma taça com o Manchester United, Ferguson já mostrava a reputação que faria dele, anos depois, a maior figura do clube. "Ele tem todas as rédeas, conhece tudo do clube. Se é capaz e tem carta branca, melhor vai exercer o trabalho dele. Conhece muito e controla bem a entrada e a saída de todos os jogadores", acredita o brasileiro Sylvinho, adversário do Manchester durante sua passagem pelo Arsenal na última década.

Apesar da reputação quase indestrutível, Ferguson teve de se virar com poucos recursos nos últimos anos. Até mesmo o melhor jogador do mundo em 2009, Cristiano Ronaldo, teve de ser negociado para fazer caixa. As únicas aquisições de bom nível, desde então, foram apostas: Antonio Valencia, equatoriano, e Javier Hernández, mexicano. Apesar disso, Alex preserva a condição de protagonista no Campeonato Inglês e na Liga dos Campeões.

Ponteiro esquerdo durante toda a carreira, Ryan Giggs foi reposicionado por Ferguson como meia armador e lidera o ranking de assistências na Liga. Jovens como Nani, Fábio e Rafael se desenvolveram, enquanto outros como Fletcher e Park, pouco valorizados no cenário internacional, são parte de uma equipe quase imbatível.

Quando eventos como esse acontecem em uma mesma equipe, é sinal de que há um fator convergente. No Manchester United, ele atende pelo nome de Alex Ferguson.

Com informações do portal Terra.

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