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Para Rogério Ceni, apesar do sufoco, equipe não mereceu ouvir vaias

05 maio 2010 - 19h28

Com duas bolas na trave do Universitário e pelo menos outros dois gols perdidos em baixo do gol, um por Fernandinho e outro por Washington, o São Paulo teve dificuldades em abrir o placar nos noventa minutos, ouviu pedidos de “raça” da torcida no final da segunda etapa, foi vaiado após o apito final, mas conseguiu a classificação para as quartas de final da Copa Libertadores nos pênaltis.

Herói da classificação ao defender dois pênaltis após ter perdido a sua cobrança, o capitão Rogério Ceni, na saída do gramado, criticou a atitude da torcida. “Cobrar, até vaiar, tudo bem, mas hoje não. A gente até merece ouvir vaias pelo que fizemos ao longo do ano, mas hoje não. Uma coisa é a bola não entrar, outra é o time não querer jogar. Hoje quis. Fomos incompetentes no desejo de fazer o gol. Não deixamos de procurar o gol”, destacou Rogério.

Dagoberto, que cobrou o quarto pênalti do São Paulo, o que deu a classificação para a equipe, seguiu a linha do capitão tricolor. “No meu ponto de vista, a equipe jogou muito bem, sufocamos o tempo todo. Você vai errar, é normal, e nessa hora você tem que ter o torcedor do lado”, lamentou o atacante camisa 25, que acredita que as vaias deveriam ficar apenas para após do apito final: “Tem que apoiar os noventas minutos e, se mesmo assim não conseguir, aí sim pode vaiar. O momento pode não ser dos mais favoráveis, mas nunca deixamos de lutar”.

O atacante do São Paulo, que não fez grande partida, mas comemorou o pênalti da classificação, exaltou a atuação do herói da noite: Rogério Ceni: “É um ídolo, um exemplo, um cara em que me espelho muito. Todos se espelham, pela dedicação, pela determinação. Ele conquistou tudo que conquistou não foi por acaso. É nestes momentos que ele chama a responsabilidade”, elogiou Dagoberto.

Depois de ver a primeira cobrança do São Paulo parar nas mãos do goleiro Llontop, Rogério Ceni defendeu as duas seguintes do Universitário, de Alva e Galván. O capitão destaca a concentração para a sua redenção: “Quando você é goleiro e erra o pênalti é pior. Mas me concentrei bem, peguei uma no meio e a outra fui bem, consciente. Ele mostrou o canto, exatamente como eu mostrei”, em referência à batida de Galván, que escolheu o canto esquerdo de Rogério.

Após ser lançado a campo a três minutos antes do apito final, já nos acréscimos, no lugar de Fernandinho, e demonstrar claro descontentamento com a atitude do técnico Ricardo Gomes, Marcelinho Paraíba foi o terceiro cobrador do São Paulo e converteu sua cobrança, vibrando muito com a torcida. Após o jogo, mostrou que a tensão com Ricardo Gomes não havia durado mais do que poucos minutos: “Fiquei triste pelo que aconteceu. Queria entrar antes e resolver o jogo antes de levar para os pênaltis. Não deu”. Perguntado se desculpava o treinador, Marcelinho confirmou: “Sim, o Ricardo está perdoado”.

O São Paulo agora espera o vencedor de Cruzeiro e Nacional-URU para conhecer o seu adversário na próxima fase da Copa Libertadores. No jogo de ida, no Mineirão, os brasileiros venceram por 3 a 1 e podem ate perder o jogo de volta, nesta quarta-feira no Uruguai, por um gol de diferença, que mesmo assim se classificam.

Sesc Novo

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