“Os crimes aconteceram diante de uma situação de extrema miséria”, foi assim que a Polícia Civil descreveu a condição social das crianças e adolescentes que foram vítimas de Deivid Almeida Lopes, de 38 anos, acusado de estuprar até a morte e esquartejar Kauan Andrade Soares dos Santos, de 9 anos.
Segundo as investigações da Polícia Civil, Deivid abusou de pelo menos 10 crianças e adolescentes.
“Era comum esses meninos passarem naquela casa para receber dinheiro. Uma situação que eles comentam que três adolescentes e uma criança receberam R$ 5 para dividir entre todos para praticar atos sexuais. Eles até comentam que compraram uma coca-cola e um skiny. É um horror ao submundo, a crise moral que a sociedade vive”, relata a delegada titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (DEAIJ), Aline Gonçalves Sinnott Lopes.
De acordo com as investigações um dos adolescentes, de 14 anos, era abusado desde quando tinha 10 anos. “Ele prostituia essas crianças e adolescentes. Pagava o que tinha no momento, cinco ou dez reais. Temos que reforçar que essas crianças vivem em uma situação de extrema pobreza”, destacou o delegado titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Paulo Sérgio Lauretto.
Dentre os crimes cometidos, Deivid é acusado de estupro de vulnerável e exploração sexual de crianças e adolescentes.
A delegada da DEAIJ afirmou que de acordo com os depoimentos dos adolescentes a situação era comum. “Eles contam que costumavam frequentar a casa do acusado quando queriam dinheiro e diziam ‘vamos lá pegar dinheiro com o Deivid’. Eles iam lá em troca de dinheiro”, disse Aline.
Segundo a delegada, no dia da morte do Kauan três adolescentes, de 14, 15 e 16 anos, estiveram na casa de Deivid para “pegar” dinheiro para ir em uma festa que teria no bairro naquele dia. “Nesse dia, dois dos adolescentes foram mais cedo para conseguir dinheiro com Deivid, que pediu para chamar o terceiro adolescente. Quando voltaram Kauan já estava morto”, afirmou a delegada.
Crime
Na noite do dia 25 de junho, Deivid Almeida, principal suspeito do crime, teria atraído a criança para sua casa no Bairro Cophavilla ll. O estuprador contou com a ajuda de um adolescente de 14 anos que contou detalhes do crime à polícia.
Na madrugada do dia seguinte, o suspeito e o adolescente colocaram Kauan em um saco preto e jogaram o corpo do menino no Rio Anhanduí.
A polícia encontrou material de pedofilia na casa do suspeito que foi incendiada no útlimo domingo (23). E segundo informações, o suspeito já foi professor em Escolas Estaduais e Municipais e atraia as vítimas oferecendo dinheiro. Ele está sendo investigado por mais dois estupros a adolescentes.
O suspeito estava preso preventivamente na Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF), mas nesta quinta-feira (27) foi encaminhado para Instituto Penal de Campo Grande, no Jardim Noroeste e o adolescente foi encaminhado para uma Unidade Educacional de Internação.
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