Agentes Instituto Reprodução Para Conservação (Reprocon) e do Ibama analisaram nesta quinta-feira (17) os corpos de uma onça pintada, que era monitorada, e outros 18 animais encontrados mortos em propriedade rural na região pantaneira de Corumbá. Até o momento, a suspeita principal é de envenenamento criminoso causado pelo uso indevido de veneno agrícola, ilegal no mercado brasileiro.
No início de maio o colar de monitoramento havia acusado a morte da onça pintada, entretanto, só foi possível à equipe do Reprocon ir até o local no sábado (12), um mês depois. No caminho eles encontraram outro felino, um jaguar macho adulto de aproximadamente 140 quilos, não-monitorado, além de outros 17 animais, entre urubus, gavião carcará, cachorro-do-mato e centenas de moscas.
A Polícia Federal foi notificada e solicitou que a equipe do instituto retornasse ao local, junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Segundo análise dos agentes de fiscalização, a suspeita é de uso de veneno ilegal proveniente da fronteira, se comprovado, o fato será registrado como crime ambiental. Esse tipo de veneno pode deixar resíduos na carcaça e solo por pelo menos 6 meses e, segundo o instituto, quem o utilizou sabia o que ocorreria com quem tivesse contato.
Foi realizada a coleta de materiais biológicos para análise em laboratório pelos agentes e a propriedade rural, onde todos os animais foram encontrados, já foi notificada e responderá legalmente pelo ocorrido.
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Onça em estágio avançado de putrefação; suspeita do crime é de envenenamento (Reprodução/Pedro Nacib/Reprocon)




