Com sete meses e 20 dias, o bebê que foi mantido no útero da mãe depois de morte cerebral vai para casa. Yago está internado Santa Casa de Campo Grande e receberá alta nesta terça-feira (21).
“Yago vai receber alta, mas assim como todos os bebês prematuros, continuará com acompanhamento no Hospital”, explicou a assessoria da Santa Casa.
Desde o nascimento, Yago ficou cinco meses internado na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (UTI) e mais de dois meses na Unidade Intermediária, onde deu início ao tratamento de fonoaudiologia e de fisioterapia.
O bebê apresentou ganhou peso e com 3,410 quilos, Yago está mamando e respirando sem auxilio de aparelhos. “A unidade intermediária é uma reabilitação, o tratamento é focado no desenvolvimento do bebê”, explica.
Yago nasceu no dia 31 de março com 27 semanas. Na primeira semana, o bebê recebeu o primeiro leite materno via sonda oral. Na véspera de completar cinco meses recebeu alta da Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (UTI)
Caso inédito
O caso de Yago é inédito em Mato Grosso do Sul e foi marcado pela troca de informações com médicos do Espírito Santo, Paraná e Portugal, onde houve situação similar. Com a morte encefálica da mãe, Renata Souza Sodré, 22 anos, o nascimento do bebê era uma aposta de alto risco.
Após a família decidir pela manutenção de Renata nos aparelhos para que Yago viesse ao mundo, a paciente começou a receber administração diária de medicamentos, pois com a morte cerebral, o corpo para de produzir hormônios, além de outras alterações ocorrentes. O trabalho envolveu todos os setores do hospital desde a equipe da limpeza até o corpo clínico. Todos os dias, Yago era acompanhado por exame de ultrassom.
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