Com a previsão de frio intenso e possibilidade de geada nos próximo dias, a população mais afetada é aquela que não tem um teto ou por algum motivo está longe da sua cama quentinha.
Por isso, a Secretaria de Assistência Social tem um trabalho dobrado no acolhimento de pessoas em situação de rua levando elas até centros de passagem. Na capital acolhem esse público, o Cetremi, Casa São Francisco e a Casa de Passagem Resgate, unidade que a reportagem do JD1 Notícias foi pessoalmente conhecer.
A Casa de Passagem Resgate é uma instituição co-financiada pela Prefeitura de Campo Grande, porém o trabalho já era feito pelo pastor Samir Zayed, e atualmente acolhe migrantes, pessoas em trânsito e moradores de rua.
A assistente social Giany da Conceição Costa foi quem mostrou a casa, que atualmente conta com 58 pessoas, sendo 11 crianças e nove mulheres, com um ambiente amplo e tranquilo. "Hoje a casa está com uma maior estrutura e atende até 80 pessoas. Algumas estão em busca do emprego, e não tem família ou onde ficar".
"A gente trabalha com demanda espontânea que eles vêm até a porta, e também tem os serviços da SAS de abordagem social 'in locko' que faz o atendimento na rua e traz até a gente", comentou Giany.
Na Casa de Passagem, trabalham 16 pessoas, entre cozinheiras, educadores sociais e assistentes sociais. "A gente atende família, idosos, e trabalha com as especificidades de cada situação. Tem pedidos de passagem para retorno pra família de origem. Às vezes chegam sem documentação alguma, ai a gente viabiliza depois. Temos muitos estrangeiros nessa época da pandemia, o que aumenta por Campo Grande estar no meio de duas fronteiras secas", explicou.
De acordo com a assistente social, no período do frio aumenta a demanda de leitos tanto por demanda espontânea como dos outros serviços e assim também recolhem doações de agasalhos e cobertores para aqueles que escolhem permanecer na rua. "As equipes levam nos territórios onde a gente sabe que tem esse público vulnerável".
Além de roupas de frio, a Casa de Passagem Resgate também aceita utensílios domésticos, como fogões e colchões para ajudar aquelas pessoas que estão a caminho de conseguir uma casa.
No caso do senhor Acácio Firmino de Oliveira, 45 anos que chegou na sexta-feira (23), na casa, a ajuda foi para conseguir documentos. "Cheguei através na rodoviária e me falaram sobre a Casa de Resgate e me trouxeram, fui bem acolhido, um ótimo tratatamento. Eu tenho uma proposta de emprego no Paraná, mas antes disso eu precisava fazer um documento que foi furtado, ai me encaminharam para Campo Grande e em menos de 24h minha certidão estava na minha mão. Agora só falta a identidade e daqui já vou trabalhar", contou satisfeito.
A Casa de Passagem Resgate fica na rua Tv Pepe Simioli 96, e acolhe todas as necessidades. Caso veja alguém em situação de rua, a Secretaria de Assistência Social pode ser acionada no número (67) 3314-4482. Muitos usuários de psicoativos não aceitam acolhimento, por isso quem puder ajudar pode levar agasalhos para a doação nos centros de acolhimento ou diretamente para a pessoa em situação de rua.
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