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Castelinho de Ponta Porã será restaurado e transformado em museu

05 julho 2017 - 08h32Da redação com Assessoria

O Castelinho de Ponta Porã, construído na década de 1920 com recursos federais e contribuições da Companhia Matte Laranjeira e que foi a base do governo na fronteira, vai ser restaurado e transformado em museu. O Conselho Gestor do Fundo de Defesa e Reparação de Interesses Difusos e Lesados (Funles) aprovou a destinação de R$ 257 mil para a elaboração de projeto executivo.

Equipe da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) formada pelo engenheiro Ireno Amorim Malaquias e arquiteta Débora Camargo Nunes Domingos estiveram no local das ruínas, no município de Ponta Porã, na segunda-feira (4.7), para verificar a possibilidade de aproveitamento da antiga estrutura e elaborar um laudo para as providências mais urgentes para a elaboração do projeto.

Segundo Ireno e Débora, a primeira providência a ser tomada é melhorar o escoramento, porque uma das lajes já cedeu. A previsão é de que o laudo fique pronto em uma semana. “Precisamos conseguir manter o que está aqui para não se perder mais. O incêndio que aconteceu aqui foi terrível para a obra, mas a falta de providências depois do fogo foi pior. Com reforço estrutural vai ser possível recuperar”.

Para o prefeito de Ponta Porã, Hélio Peluffo, o prédio tem valor histórico pois foi a sede do governo da fronteira, e merece ser restaurado. “A restauração será importante para que a população possa usar as instalações, principalmente os estudantes, pois hoje o município tem uma biblioteca imprópria, sem elevador e sem renovação do acervo. O castelinho será um espaço cultural útil à comunidade, para que proporcione uma melhor qualidade de vida e melhoria na educação as crianças, despertando a curiosidade e a busca por conhecimento”.

O prefeito possui uma opinião pragmática sobre a restauração. “Sou a favor de se preservar o entorno e criar um anexo mais contemporâneo, digitalizado, para as crianças interagirem, tocarem, mexerem, pois esta geração está nascendo na era digital e pensamos em transformar isso aqui em um espaço mais contemporâneo”.

O diretor-presidente da Fundação de Cultura de Ponta Porã, Hugo da Costa, acompanhou a visita e diz que o projeto de reforma é uma reivindicação de quatro anos. “Esta reunião foi produtiva, em que a Prefeitura e o Governo do Estado estão conversando sobre o patrimônio que é o castelinho. Queremos preservar o local. Tem o custo histórico e financeiro para fazer isso. No atual momento de crise, temos que chegar a bom termo e conseguirmos recuperar sem gastos exorbitantes. Acredito que a partir de agora as coisas vão se encaminhar mais rápido”.

Costa acredita que o novo museu a ser instalado no prédio terá um benefício muito grande de mostrar o lado histórico da região. “Este município é muito rico em história, poderíamos usar o castelinho como novo museu como uma atração turística do Estado. Será uma maneira de trazer as pessoas para Ponta Porã. Esse custo para restaurar, com o tempo a gente poderia ganhar com o turismo”.

O projeto

A Gerência de Patrimônio Histórico e Cultural da Fundação de Cultura de MS, com a Agesul, entende que é fundamental respeitar as relações entre a pré-existência (patrimônio), o espaço aberto e as características do entorno. É necessário respeitar o caráter simbólico do patrimônio cultural, entendido como fato cultural: lugar, memória e produção de conhecimentos sobre a formação do Estado.

A ideia é que o Museu Histórico da Fronteira – Castelinho de Ponta Porã contemple saguão de entrada (106,93m²) com recepção, bilheteria, café, loja, chapelaria/guarda-volumes e sanitários públicos; acervo (anexo, metade do térreo e primeiro pavimento, 347,05 m²) com sala de exposição temporária e sala de exposição permanente; biblioteca temática (edifício novo – anexo); apoio técnico (edifício novo – anexo) com sala de T.I., sala da diretoria, curadoria, sala de restauro, de arte-educação, reserva técnica para guardar o acervo; área externa (jardim) com marquise, teatro de arena, estacionamento e bicicletário.

O castelinho

Sua construção durou quatro anos, de 1926 a 1930. Foi a base governamental na fronteira erguido próximo à antiga estação Noroeste do Brasil, em Ponta Porã. Entre 1943 e 1946 foi sede do governo do Território de Ponta Porã, criado no governo Vargas, quando foi instituída a política de Território Federal no Brasil, tendo como governador o militar Ramiro Noronha.

Em 1940 passou a abrigar a cadeia pública e o quartel da 4ª Companhia Independente da Polícia Militar. No final da década de 1990, com a transferência da corporação a novo prédio, o castelinho ficou sem função e hoje tem recursos liberados para sua transformação em museu para guardar a história da fronteira.

 

 

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