A UBSSFA (União Beneficente dos Subtenentes e Sargentos das Forças Armadas Brasileira) foi condenada a pagar R$ 5 mil por danos morais a uma mulher que foi ofendida e barrada por segurança de festa promovida no local. A sentença foi proferida pela 3ª Vara Cível de Campo Grande que julgou procedente ação movida contra o clube da Capital.
Alega a autora que no dia 30 de março de 2014 foi ao clube para se divertir no evento conhecido como “domingueira” com seu pai e amigos. Narra que foi impedida de entrar na festa por funcionária da portaria que a teria ofendido gratuitamente em tom agressivo dizendo que “essa quenga não vai entrar – quengas aqui não entram”, fato ocorrido perante inúmeras pessoas. Narra que registrou um boletim de ocorrência sobre o caso e ingressou com a ação pretendendo a condenação do clube ao pagamento de indenização por danos morais.
Em contestação, o réu nega a conduta atribuída a seus funcionários, alegando que pessoas somente são impedidas de entrar no local por falta de apresentação de documentos de identificação ou porte de objetos não permitidos pelas normas de segurança seguidas em qualquer estabelecimento. Afirma ainda que a autora não comprovou suas alegações.
Conforme analisou o juiz titular da vara, Juliano Rodrigues Valentim, o boletim de ocorrência registrado pela autora afirma que “ao ser abordada por segurança do evento na fila de entrada para apresentação de seu documento pessoal, informou a esta que era maior e que iria encontrar com seu pai que já estava no local, pelo que a ofensora a rotulou como prostituta acompanhante de algum senhor que lá estava, tentando entrar sem documento e sob a alegação de estar acompanhada de seu pai, verbalizando em alto e bom som sua opinião pejorativa e ofensiva com relação à autora”.
Segundo o magistrado, os depoimentos das testemunhas que estavam próximas ao local dos fatos confirmam o relato da autora, de que a segurança do local ofendeu a autora em meio a várias pessoas. Por outro lado, o depoimento da testemunha de defesa não foi convincente sobre a dinâmica dos fatos, apesar de sustentar a falta de apresentação do documento de identificação da autora.
Sobre a situação, entendeu o juiz que “é inegável a vergonha e a humilhação que acomete aquela que é ofendida publicamente com o epíteto de “quenga” (prostituta) quando não o é, e, por isso, atacada por funcionária de evento público que, nesta condição, deveria zelar pelo bem-estar dos frequentadores do local e assim não o fez. Não há dúvida de que a situação afeta direitos ligados à honra e à dignidade e ultrapassa a linha do mero dissabor ou transtorno”.
Reportar ErroDeixe seu Comentário
Leia Também

No dia do aniversário, bebê de um ano morre após ataque de galo na fronteira

Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 45 milhões nesta terça-feira

Após 16 anos de espera, policial civil realiza transplante e ganha "nova vida"

'Avanço', diz Ministério Público sobre o fornecimento de comida nas UPAs e CRSs

CPI do Crime Organizado expõe falhas no sistema de monitoramento das fronteiras

PF intercepta 52 kg de skunk em transportadora e prende suspeitos em Campo Grande

Subtenente que atirou na companheira segue vivo em estado grave na Santa Casa

PF intensifica combate a esquema de medicamentos ilegais usados para emagrecimento em MS

Prova de concurso para cartórios é remarcada em Mato Grosso do Sul






