A Energisa vai concluir um programa de desligamento das usinas termoelétricas dessas térmicas no Acre e em Rondônia até 2025 nas áreas de concessão da empresa, com as unidades sendo substituídas por linhas de transmissão e subestações, onde for possível, ou por sistemas de geração solar distribuída nas comunidades ribeirinhas, em parceria com o programa governamental Mais luz para a Amazônia.
Mesmo onde houver apenas uma família morando, informa o presidente do grupo Energisa, Ricardo Botelho, um sistema solar será instalado, permitindo que as famílias tenham acesso a aparelhos eletrodomésticos e internet e desenvolvam negócios. O programa, que soma investimentos de R$ 1,2 bilhão, começou em 2019 e prevê tirar do sistema 19 termoelétricas a diesel, ou 169 megawatts (MW), evitando emissões de 502 mil toneladas de CO2 por ano na atmosfera.
Este ano serão investidos R$ 950 milhões nas duas distribuidoras, sendo que cerca da metade virá do programa do governo para melhorar a vida da região. Mais de 400 mil pessoas serão beneficiadas em 16 municípios. Ao fim do programa, quando a última térmica for desligada, as contas de luz dos brasileiros terão uma economia anual de R$ 665 milhões, referentes à suspensão dos subsídios concedidos para evitar que o alto custo da operação das térmicas seja totalmente repassado para as tarifas.
Três unidades já foram desligadas em Rondônia no ano passado. A partir de 2021, mais nove serão desligadas no Estado e a última em 2022, garantindo a interligação das regiões de Machadinho, Buritis e Ponta do Abunã, chegando a 102,8 MW descomissionados.
O projeto consiste na instalação de um sistema que inclui geração solar fotovoltaica e armazenamento de energia (baterias) e um gerador de backup movido a biodiesel.
Apesar de não ser área de concessão da Energisa, uma termoelétrica de 16 MW também foi desligada no Pará este ano com a conexão de uma linha de transmissão da empresa (Xinguara II - Santana do Araguaia ), adquirida no leilão de 2018, contribuindo com a descarbonização da região.
Botelho explica que o maior impacto para despoluir a região virá das interligações com linhas de transmissão e subestações, enquanto os projetos de energia solar ligados ao programa do governo Mais luz para a Amazônia devem beneficiar cerca de 1.800 pessoas de baixa renda, que ainda estão sendo cadastradas. Ele destaca que o grande problema da distribuidora tem sido cadastrar esses brasileiros espalhados pela floresta.
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