Depois das noticias de ameaças feitas pelo crime organizado, o PCC (Primeiro Comando da Capital), agentes penitenciários realizarão uma manifestação na tarde desta terça-feira (12) às 16h30 em frente a Governadoria - no Parque do Poderes. De acordo com o presidente do Sinsap (Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária de Mato Grosso do Sul), André Luiz Santiago, a classe pede mais valorização aos trabalhadores, além de uma atitude do governo em relação as ameaças e atentados que vem ocorrendo contra os agentes.
Conforme Santiago, em Mato Grosso do Sul existem 1.600 agentes para uma população carcerária de 15 mil presos, uma média de 1 para 66. O CNPCP (Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária), determina que esse número seja de 1 agente para cada 5 detentos, número muito distante da realidade do Estado. Ainda de acordo com André, este ano foram preenchidas 435 vagas, mas ainda falta preencher 91.
No manifesto dessa tarde os agentes pedirão uma atitude do governo em relação as ameaças do crime organizado, mais valorização a classe e um reajuste salarial. Segundo o sindicato, pelo menos 400 pessoas estarão presentes no encontro.
“A categoria grita por socorro. Pedimos que a classe seja mais bem remunerada, o governo prometeu um aumento de 2,94% o que não é justo. Queremos também que o governo tome uma atitude em relação as ameaças que estamos sofrendo por parte do PCC”, disse Santiago.
“A situação está piorando, antes não tínhamos atentado em nosso Estado, agora estamos sofrendo com isso. A situação está ruim, no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande em cada turno temos dez agentes para 2.500 presos, isso é perigoso”, protestou.
Segundo sindicalista, os agentes não podem usar armas e combatem o crime com apitos. O que é um risco em caso de rebelião.
Atentados
No ano passado o agente, Enderson Antonio Bogas Severi, 34, de Naviraí, levou quatro tiros enquanto conduzia sua moto. No início deste mês outro agente foi espancado em sua casa na cidade de Coxim. Conforme o dirigente do Sinsap essas ações são ordenadas pelo PCC
Outro caso, que aconteceu no ano passado, também mostra que os trabalhadores da classe estão expostos aos riscos dos criminosos. Em abril de 2016 no Presídio de Segurança Máxima da Capital cinco agentes foram envenenados durante o café da manhã feitos por dois detentos.
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