O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Prof. João Rocha, quer explicações e soluções, por parte da CCR MSVia, concessionária responsável pela duplicação da BR-163, em Mato Grosso do Sul.
Desde o início da concessão, assinada em 12 de março de 2014, pouco mais de 150 dos 845 km da rodovia foram duplicadas. A CCR MSVia, tinha como obrigação contratual, duplicar os 845 km em cinco anos, o que não foi feito. “Não queremos acabar com a concessão, mas que essa duplicação aconteça o mais rápido possível. O contrato não está sendo cumprido e a empresa segue com a cobrança do pedágio”, disparou o vereador.
Para João Rocha, a duplicação não só facilitaria o escoamento da produção em diversas cidades, mas também preservaria muitas vidas. “Estamos pagando por um serviço que não estamos recebendo. O pedágio é caro, mas é para ser investido em novos trechos de duplicação”, finalizou.
A BR-163 tem 845,4 quilômetros de extensão e cruza todo o Mato Grosso do Sul, desde a divisa com o Paraná, ao Sul, na cidade de Mundo Novo, até a divisa com Mato Grosso, ao Norte, na cidade de Sonora. A rodovia passa por 21 municípios, entre eles a capital, Campo Grande, e serve a mais de 1,3 milhão de habitantes.
Em resposta a redação, a concessionária disse que ajuizou ação de reequilíbrio do contrato para que haja uma readequação do cronograma de investimentos previstos no contrato original. “Ou seja, uma nova proposta, alguns investimentos previstos inicialmente seriam postergados e realizados quando, de fato, houvesse necessidade, garantindo segurança, fluidez e conforto para os motoristas e considerando, também, a questão das condicionantes ambientais”, sustentou em nota enviada ao JD1 Notícias.
A CCR destacou que foram injetados mais de R$ 1,9 bilhão, investidos em 150 km de duplicações e mais de 520 km de obras de melhorias em pavimentação.
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A concessionária teria, por obrigação contratual, que duplicar toda a extensão da rodovia em cinco anos (Reprodução/Assessoria)


