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Juiz entende que caso de agressão em lava jato é homicídio doloso

Inquérito será encaminhado a umas das varas do Tribunal do Júri

17 fevereiro 2017 - 09h38F. P. com Assessoria

O inquérito da agressão em lava jato lava jato que resultou na morte do adolescente será encaminhado a umas das varas do Tribunal do Júri da Capital. A mudança foi decidida na tarde desta quinta-feira (16) pelo juiz Marcelo Ivo de Oliveira, da 7ª Vara Criminal de Campo Grande, que entendeu que o caso não se trata apenas de lesão corporal, mas de homicídio doloso.

O pedido de prisão preventiva dos acusados foi encaminhado à 7ª Vara Criminal. No entanto, apesar de o caso estar sendo investigado como um crime de lesão corporal de natureza grave, o juiz entende que a situação se trata de um homicídio inicialmente tentado e agora consumado, em razão da morte da vítima.

“Assim, quando alguém direciona uma mangueira de ar comprimido contra o corpo de outrem, pode até dizer que não se está tentando matar o outro, mas qualquer pessoa minimamente sana sabe que injetar uma mangueira de ar comprimido em alguém, provavelmente causará a sua morte ou, ao menos, sérias lesões”, acrescenta.

Desse modo, entendeu o juiz que o caso se trata de homicídio com dolo eventual, pois os indiciados assumiram o risco de causar a morte de alguém, o que de fato acabou acontecendo. Pelo exposto, o magistrado declinou a competência para uma das varas do tribunal do júri, que deve apreciar o pedido de prisão preventiva dos envolvidos.

Relembre o caso

Ele foi internado as pressas no dia 3 de fevereiro após o patrão e um colega de trabalho fazerem uma “brincadeira” com uma mangueira de compressor de ar, que atingiu o ânus e acabou entrando ar no corpo do adolescente. Após ser levado para a Santa Casa da Capital, ele teve que ser submetido a uma cirurgia para retirada de 20 centímetros do intestino. 

O caso chocou a Capital, já que os suspeitos Thiago Giovani Demarco Sena e Willian Larrea trabalhavam com o jovem no lava-jato. A situação que foi tratada por eles como uma brincadeira, virou caso de polícia e a família está bastante apreensiva. 

Apesar da advogada Katarina Viana, que representa a família ter solicitado que o caso fosse enquadrado como tentativa de homicídio, o delegado responsável pelo caso Paulo Sérgio Lauretto, da DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente), afirmou que o indiciamento será por lesão corporal grave.

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