O secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov), Eduardo Riedel, recebeu no final da manhã desta quinta-feira (21) um grupo de lideranças indígenas de diversas etnias pedindo apoio do Governo Estadual para buscar melhorias na saúde das comunidades. Formado por seis caciques e outras lideranças, o grupo coordenou o bloqueio da BR I63 no início da manhã.
Os indígenas reivindicam a substituição dos coordenadores da saúde que atendem às comunidades indígenas no Estado, uma responsabilidade do Governo Federal desempenhada por meio da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), e querem ir até Brasília levar suas reivindicações. “O nosso clamor é que o senhor (Secretário Riedel) intermediasse por nós”, pediu o cacique terena Janio Reginaldo, agradecendo a disponibilidade do Governo Estadual em atender ao grupo.
O secretário Riedel se comprometeu em buscar informações e intermediar junto ao Governo Federal para que o grupo tenha suas demandas ouvidas. “Vamos fazer um contato para saber como está sendo tratado o assunto por lá (em Brasília) e tentar esgotar as articulações. Vamos encaminhar a reivindicação ao ministro Padilha (Casa Civil)”, adiantou Riedel.
O secretário Riedel lembrou aos caciques que representantes do Governo Federal estiveram no Estado no início de julho, em comissão formada por integrantes do Ministério da Justiça, Casa Civil da presidência da República e Advocacia Geral da União (AGU) com objetivo de resolver o conflito por terras instalado na região Sul, mais especificamente em Caarapó.
Entre os representantes federais estava o assessor especial do Ministério da Casa Civil, Renato Vieira, interlocutor federal nas questões indígenas a quem o Estado vai recorrer para levar a demanda dos caciques.
Junto com o secretário, receberam os indígenas a subsecretária de Políticas Públicas para População Indígena, Silvana Terena, o superintendente de Saúde, Maurício Peralta, e o coordenador da Caravana da Saúde, Sergio Gonçalves. “Os caciques confiam no Governo do Estado pela receptividade e sensibilidade de diálogo que tem tido com as comunidades, então saíram da BR para vir buscar apoio e interlocução, ainda que saibam que esse é um problema do Governo Federal”, afirmou Silvana.
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