O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, questionou durante reunião com integrantes do Conselho Nacional de Saúde (CNS), na última quinta-feira (31), repasse anual de R$ 450 milhões à ONG Missão Evangélica Caiua, de Dourados (MS).
Mandetta revelou que a pasta direciona R$ 1,4 bilhão todos os anos para a saúde indígena. Do montante, R$ 690 milhões são direcionados para ONG’s na qual a organização de Dourados recebe mais da metade. “A aldeia de Dourados é a que tem maior índice de suicídio e de desnutrição. Dourados é a sede da ONG que leva mais recursos e eu não posso questionar? E eu tenho que falar, deixa assim porque eu não quero retrocesso? Que retrocesso? Alguém me explica? Se alguém não me convencer, eu vou falar e vou provocar, sim!”, reforçou.
Durante a reunião que tratou de diversos assuntos relacionados à saúde, o ministro ressaltou que dentro do ministério “não tem assunto proibido”. “Tudo o que existe pode ser questionado”, afirmou. Mandetta disse que as informações reveladas ainda são superficiais e que um diagnóstico está sendo feito. O ministro encoraja os representantes do CNS para que não tenham medo da discussão. “Não pense que ela é uma mobilização nacional contra. Contra o que? Contra a evidência, a verdade, os números, contra o que está colocado na mesa?”, questionou.
O ministro insistiu que não hesitará em questionar práticas atuais para reafirmá-las ou mesmo promover transformações, quando necessário.
Veja no vídeo abaixo quando o ministro fala sobre a saúde indígena:
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“A aldeia de Dourados é a que mais tem índice de suicídio e desnutrição”, disse o ministro da Saúde (Reprodução/Internet)



