Comerciantes da noite se veem sem saída após a mudança no horário do toque de recolher, que começa a valer no domingo (14). Com o novo decreto lançado pelo governo do estado, está proibida a circulação de pessoas na rua entre às 20h e as 5h da manhã do dia seguinte, além da proibição de festas e eventos.
O buffet Ursinho Festas, do empresário Wilson Motta da Silva, 33 anos, é uma das afetas pelas novas medidas restritivas. “Ficamos 8 meses sem trabalhar ano passado, voltamos em outubro, fizemos todas as capacitações e adequações necessárias para que isso pudesse acontecer. Mas fomos pegos de surpresa com o anuncio de quarta-feira (10), feito pelo governo”, conta. “Não estamos pedindo demais, estamos pedindo apenas para trabalhar”, diz Wilson ao JD1 Notícias.
O empresário conta ainda que até agora não pegou a doença. “É minha família que está trabalhando comigo, eu cuido deles e de mim, porque sei que não é fácil e até hoje ninguém pegou a doença. A gente se cuida, nosso espaço está funcionando com capacidade reduzida, tem álcool em gel, gastei dinheiro comprando um termômetro digital. Tudo isso é um investimento que se eu não trabalhar para pagar, não vai ter retorno”, explica.
Após uma reunião na tarde de quarta-feira (10), o prefeito Marquinhos Trad (PSD), ficou de reavaliar a situação e dar uma resposta a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), até a próxima quarta-feira (18).
O governo do estado decretou na quarta-feira (10), à medida que altera o toque de recolher em todas as cidades de Mato Grosso do Sul. Começando a valer no domingo (14), medidas como horário especial de funcionamento das atividades consideradas não essenciais aos sábados e domingos, das 5 às 16 horas. Conta também com a proibição de qualquer evento que possa causar aglomeração de pessoas, como shows e confraternizações.
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