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Perito de Temer volta a questionar autenticidade de áudio gravado por empresário

28 junho 2017 - 07h11Agência Brasil

O perito Ricardo Molina, contratado pela defesa do presidente Michel Temer, voltou ontem (27) a desqualificar o áudio utilizado pela Procuradoria-Geral da República na denúncia oferecida nessa segunda-feira contra Temer por corrupção passiva. Ao questionar o relatório final da Polícia Federal sobre a gravação da conversa de Temer com o empresário Joesley Batista, a defesa do presidente criticou a PF por não ter respondido todas as dúvidas enviadas pelos advogados.

De acordo com Molina, o laudo dos policiais é “evasivo”, não é conclusivo e foi feito em cima de uma gravação da qual 23% foi perdida por quase 300 descontinuidades. Com base no áudio e partindo da premissa de que Joesley escutava a mesma emissora de rádio antes e depois de conversar com Temer, os peritos chegaram à conclusão que as interrupções somaram mais de seis minutos dos cerca de 28 minutos que durou o encontro.

“Essa gravação transpira irregularidade e a Polícia Federal, com esse laudo, em nenhum momento provou que ela é autêntica. Aliás, para mim, independentemente de qualquer laudo, uma gravação na qual falta 23% da conversação de interesse, não tem valor pericial e jurídico nenhum”, afirmou Molina, em entrevista coletiva para contestar o relatório final da PF.

Em maio passado, Fachin homologou a delação premiada de Batista e de outros executivos do grupo JBS. A conversa com Temer gravada pelo empresário em março, durante um encontro à noite no Palácio do Jaburu, foi uma das provas apresentadas pela PGR na denúncia de corrupção passiva oferecida nessa segunda-feira.

Quesitos da defesa

Gustavo Guedes, advogado do presidente, afirmou que a defesa de Temer pretende cobrar de alguma forma que todos os pedidos de esclarecimento sejam respondidos. Aos 15 quesitos, como são chamados, os advogados solicitaram ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, o envio à Polícia Federal de mais 12 questionamentos, que não chegaram a ser respondidos.

“A Polícia Federal, como polícia judiciária, não tinha o menor direito [de não responder], e teria que ter respondido. Aliás, na nossa avaliação é muito claro que a conclusão do laudo só foi essa porque não houve resposta integral dos quesitos que a gente fez”, afirmou Guedes, complementando que a defesa de Temer ainda vai decidir de que forma questionará juridicamente o laudo da PF. Segundo ele, outro exemplo do “atropelo das fases” do inquérito é comprovado também pela ausência de prazo para apresentação de quesitos suplementares.

De acordo com o advogado, porém, as críticas da defesa não são dirigidas à instituição Polícia Federal e sim aos integrantes da corporação responsável pelas investigações. “Desde o começo desses inquéritos, a defesa sempre colocou de forma clara que estava acontecendo um açodamento por parte do Ministério Público e também da polícia judiciária, num assunto absolutamente sério, com repercussões gravíssimas em todo o país”, afirmou.

Edição ou fraude

Para Ricardo Molina, não ficou claro que as pausas no gravador não representam edições ou fraudes no áudio, como negou o relatório final das investigações. O perito cita como exemplo o “famoso” trecho em que, de acordo com a PGR, Temer sugere que Joesley Batista mantenha o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha.

“Esse material pode ter sido perdido, por exemplo, enquanto o presidente falava. Há eventos, vários, onde durante a fala do presidente, cai a gravação. [Este] é um trecho crítico, que foi explorado pela mídia à exaustão. Nós temos cinco interrupções, uma antes de cada fala. Caramba! Aquele diálogo para mim não significa nada, eu não sei o que foi falado. Eu não sei o que o presidente falou em cada uma dessas interrupções”, afirmou, referindo-se ao momento em que Temer responde "Tem que manter isso, viu?" após o empresário ter citado Eduardo Cunha.

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