A entrada em vigor da Reforma Trabalhista completou seis meses no último dia 11 de maio e os primeiros impactos já podem ser sentidos, seja nos tribunais seja nas relações de trabalho. E, aparentemente o resultado vem sendo positivo.
O diretor executivo da Bazz Estratégia em Recursos Humanos, Celso Bazzola, explica: “venho conversando com muitos gestores de Recursos Humanos que afirmam que a reforma vem sendo sentida de forma positiva para as empresas e para os trabalhadores, possibilitando uma melhoria nas negociações dos contratos de trabalho”, afirma.
Outro ponto que vem gerando ótimos resultados, segundo Bazzola, são relacionados a premiações e bônus. “Tenho sentido uma ampliação na procura sobre esses temas, pois a lei possibilita que a empresa proporcione mais aos colaboradores sem que seja muito onerada pelos impostos”, explica.
Queda na Justiça
Em relação aos tribunais, o efeito foi um “inflar e esvaziar”, após estimular, antes de entrar em vigor, uma corrida à Justiça do Trabalho, a Reforma Trabalhista fez despencar o número de processos ajuizados em varas trabalhistas assim que as mais de cem alterações promovidas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), começaram a valer.
Segundo levantamento do Tribunal Superior do Trabalho (TST), de janeiro a março de 2018 a quantidade de novos processos despencou 44,79%, sendo que foram ajuizadas 355.178 ações neste ano, contra 643.404 no mesmo período de 2017.
“Obviamente que não se pode afirmar que a baixa demanda seja uma tendência, haja vista que profissionais que militam na justiça do trabalho, tem procurado compreender melhor como os juízes irão julgar as demandas recém ajuizadas, para então, definir suas estratégias”, explica o advogado Mourival Boaventura Ribeiro.
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