O cenário positivo que se desenha para o comércio transfronteiriço com a efetivação da rota bioceânica entre Mato Grosso do Sul, Paraguai, Argentina e Chile, começa a apresentar os primeiros resultados, onde já se discute um leque de oportunidades futuras.
Nessa quarta-feira (30.8), aconteceu uma roda de negócios promovida pelo governo argentino, aproveitando a passagem da caravana da Rota de Integração Latino-Americana (Rila) pela cidade de Jujuy e, em novembro, Campo Grande sediará um encontro com empresários desta província.
A roda de negócios na Capital sul-mato-grossense foi anunciada pelo presidente da Associação Comercial de Campo Grande, João Carlos Polidoro, que integra a caravana da Rila e está entusiasmado com as possibilidades de grandes negócios com os três países parceiros do Brasil no Mercosul.
“Pelo tudo que vimos nesta viagem, onde todos estão envolvidos, os empresários, o Governo Federal, o Governo do Estado, para que o corredor seja uma realidade, creio efetivamente que em no máximo quatro anos estaremos trocando nossas riquezas e culturas”, disse.
Indústria energética
Jujuy, além de alimentos, como o feijão, e bebidas (vinho), serviços e logística, tem um forte parque industrial de derivados de energia solar e eólica, cujas empresas já estão atuando em outros países e tem interesse em investir no Brasil.
Segundo o ministro de Produção da Argentina, Juan Carlos Robles, que abriu a rodada de negócios, seu país apoia a iniciativa do governo e iniciativa privada do Brasil para abrir este corredor bioceânico acreditando que vai ampliar os negócios no Mercosul.
“Temos uma grande oportunidade de crescermos juntos, por toda a América Latina, e a Argentina está pronta para tornar esta rota um grande negócio em comum”, disse Robles, ao saudar a comitiva de Campo Grande.
Chegou a hora
Presente ao evento, o ministro de carreira e o coordenador-geral de Assuntos Econômicos Latinos-Americanos, do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, João Carlos Parkinson de Castro, reafirmou o compromisso do governo brasileiro em viabilizar a rota, com a construção da ponte sobre o rio Paraguai, em Porto Murtinho.
“Aquilo que foi pensado lá atrás, hoje é uma realidade, preparam-se para as transformações da nossa América do Sul”, foi seu recado aos gestores e empresários de Jujuy. “Podemos sair da crise juntos, criando melhores condições para nossos países estreitando os laços comercial e culturais”, completou.
O interesse da Argentina em aumentar suas exportações pela rota bioceânica também ficou claro na fala do secretário de Integração Nacional, Frederico Fernandez Sasso. Ele parabenizou a comitiva do Rila e disse que seu país está aberto na viabilização do corredor e aos negócios. “Vamos aproveitar esta oportunidade”, frisou.
Participaram do evento o secretário de Estado de Infraestrutura, Marcelo Miglioli, e o secretário de Desenvolvimento Econômico e de Ciências e Tecnologia de Campo Grande, Luiz Fernando Buanain.
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